TRANSPORTE PÚBLICO: QUEM VAI PEITAR O VESPEIRO EM FAVOR DO POVÃO?

O transporte público (?) de Mogi Guaçu é caro. É caro não exatamente porque a tarifa foi a R$ 3,10. O transporte público (?) é caro pelo custo benefício. O serviço pela média é UMA BOSTA (com perdão da palavra).

Isto equivale a dizer que não há linhas e ônibus suficientes para atender com dignidade as necessidades dos trabalhadores guaçuanos. É resultante de uma somatória de coisas

Oxalá, vale lembrar que os profissionais da empresa permissionária, que trabalham muitas vezes desmotivados, sequer garantem dentro dos veículos o que a lei determina, como os assentos prioritários a quem deveria, por exemplo.

Além disso, rostos carrancudos denotam uma total aversão em atender condignamente quem, na ponta, paga os salários de quem dirige e recebe a tarifa.

As dificuldades são imensas e o desrespeito capeia.

Quem nunca andou de busão em pé quando funcionários da empresa permissionária fazem vistas grossas a esquentar as busanfas próprias nos assentos que deveriam ser ocupados por quem pagou pela viagem, ou seja, você contribuinte.

Isto sem falar de certos motoristas que não param nos pontos, passam batidos em alta velocidade a xingar (quando não tiram sarro) a quem deu com a mão na sarjeta.

A impressão que dá é que os usuários que se lasquem. É o que tem para o momento e não adianta reclamar porque ninguém vai mexer uma palha em favor do trabalhador, que espera impaciente espera de um ônibus de linhas que demoram uma vida para serem totalmente percorridas.

Esta violência contra o cidadão é fruto de falta de fiscalização.

Tanto por parte empresa, que, pouco se interessa em saber se os seus funcionários trabalham corretamente…assim como a falta de fiscalização por parte da Prefeitura, que parece deixar tudo como está e vamos ver no que vai dar.

Veja, não é culpa do atual prefeito e nem do secretário de Obras e Viação do momento. É um espetáculo de horrores de décadas e décadas.

É culpa de um sistema que enxerga o usuário – quem financia toda a operação – como nada.  Um bobo.

Assim sendo, fica a impressão de que as autoridades se acovardam diante dos interesses empresariais em desfavor do povão. Isto é endêmico e ocorre em mais de 90% dos municípios brasileiros. Não é singularidade do Guaçu.

É possível mexer neste vespeiro, mas é preciso aquela vontade política.

O prefeito que se dispuser a peitar o sistema com certeza fará história em favor dos munícipes e ganhará o respeito – e porque não votos – da população que se vê entre a ficção de um transporte público de quinta, e a sina de depender de um serviço verdadeiramente péssimo por falta de outra opção.

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