TRABALHADORES REJEITAM OFERTA E MANTÊM GREVE NA MAHLE. SINDICATO É CRITICADO AO EXTREMO

O desfecho da greve na Mahle se encaminha mesmo para o TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), de Campinas. Na madrugada desta segunda-feira, os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa e mantiveram a greve iniciada na última quarta-feira.

Amanhã haverá nova assembléia, no começo da manhã, com a presença dos trabalhadores dos 3 turnos.

Praticamente toda a planta industrial da Mahle Metal Leve do Guaçu aderiu à greve.

A categoria reivindica abono emergencial de R$ 1.300,00 em janeiro, além de aumento real de 8%, este relativo ao dissídio da categoria agora em novembro.

A empresa topa pagar o percentual, mas sem incluir o abono emergencial, o que desagradou a categoria.

Nas redes sociais, diversas críticas foram desferidas contra o sindicato dos metalúrgicos, em especial como a entidade vem conduzindo o movimento. Diversos trabalhadores, inclusive, comentam que temem prejuízos à categoria, com o desconto dos dias parados.

Não são pequenas as queixas aos bam-bam-bans do sindicato agora ligado à CUT. Muitos já admitem que gostariam o retorno dos antigos dirigentes: estes ligados à Central Força Sindical.

 

ATUALIZAÇÃO ÀS 17H30

CHÃO DE FÁBRICA TAMBÉM ELOGIA SINDICATO DA CUT

Trabalhadores da Mahle também entraram em contato com o JG para elogiar o desempenho do Sindicato dos Metalúrgicos no movimento grevista.

Os funcionários fizeram questão de enfatizar a defesa da causa trabalhista, os direitos do trabalhador do chão de fábrica e o comprometimento dos sindicalistas, sob a bandeira da CUT, em favor dos que picam cartão na Mahle do Guaçu.

“A gente tem encontrado sinceridade da parte deles e isto nos motiva a continuar com o movimento em pé”, comentaram.

FOTO: cidadão-repórter

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