TAILÂNDIA RECEBE MOÇÃO DE REPÚDIO, MAS VÊ MANOBRA POLÍTICA

O vereador Alex Tailândia (PRB) recebeu no lombo uma moção de repúdio do Conselho Municipal de Educação. O desagravo foi apresentado em mãos pela presidente do órgão, Antônia de Fátima, a quem teria acusado, em discurso na tribuna da Câmara, de só dizer amém para a secretária de Educação, Célia Mamede.

O desagravo aconteceu neste dia 23, na sala de reuniões do Legislativo, sendo que as supostas declarações do parlamentar foram proferidas na sessão do dia 13 deste mês. O teor do discurso causou um bafafá entre os conselheiros, que decidiram apresentar a moção conjuntamente via Antonia.

Uma declaração foi considerada ofensiva em especial, ao afirmar que Antônia é ‘’comissionada’’, e o fato ser diretora não seria compatível com as funções de conselheira. E o parlamentar considerou isso antiético.

Antônia destacou que Tailândia não teria conhecimento do que falava, e mencionou que é funcionária de carreira há 25 anos. Outro menção: “que ser diretora é uma designação e não comissão”.

A conselheira observou ainda que nenhum vereador participa das reuniões do Conselho de Educação, órgão autônomo, e composto por profissionais de várias áreas do setor; e que a escolha do presidente ocorre por eleição.

“Tentaram me humilhar”, cita vereador

“Sobre a Presidente do Conselho, quero detalhar o que ocorreu:
Em meu discurso, em sessão da Câmara há uns 20 dias atrás, eu disse que, na minha opinião, é antiético que sendo ela diretora indicada pela administração, ou seja, designada, não comportaria com o seu papel de fiscalizar a secretaria de Educação, e assim buscar melhorias na qualidade do ensino, tanto para quem estuda, quanto para quem leciona”.

“Como a Presidente do Conselho é Diretora na Escola do Chaparral, acaba sendo subordinada à Secretaria de Educação, Célia Mamede, ou seja, sua chefe. Então, como vai fiscalizá-la? Sinceramente, isso é um absurdo”, cita.

“Sobre a moção de repúdio, primeiro quero relatar que o [vereador] Ivens [Chiarelli] pediu 20 minutos de paralisação da sessão, porque a Presidente do Conselho queria falar com os vereadores. Detalhe: em 90% das vezes não deixam a impressa entrar, mas, naquele dia, na tentativa de me humilhar, sem eu saber do que se tratava, a imprensa entrou. Na minha opinião, a imprensa tem que entrar todas as vezes, e não só quando eles querem. Isso foi bom porque eu desmascarei essa articulação política”.

“Primeiro, a Antonioa não entregou essa moção pra mim. Segundo, ela falou que havia feito juntamente com o Conselho essa moção de repudio. Isso porque disse que eu desrespeitei o Conselho, e que ela assistiu pela Câmara Online. Mas, o Conselho decidiu não responder as minhas acusações, mas ela foi lá para me responder. Então, para mim é articulação política e eu afirmei que ela deveria assistir novamente o vídeo, pois em nenhum momento eu falei do Conselho, mas da Presidente do Conselho. Para mim, ela foi mal orientada porque quem articulou essa manobra”.

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