TAILÂNDIA CADA VEZ MAIS ISOLADO NA CÂMARA

Para o bem ou para o mal, o vereador Alex Tailândia se transformou numa ilha no Legislativo. Isolado, não chega a ser uma persona non grata, mas carrega contra si o tsunami contrário da maioria situacionista da Casa.

Não emplaca mais nada e, pior ainda, perdeu a trilha do diálogo que os oposicionistas necessitam para manter aberta aquela janela para entabular conversas num tom considerado de outro nível.

Diferentemente ou diametralmente oposto ao que aconteceu ao então oposicionista Jéferson Luís (‘naniquizado’ por escolha própria e esquisita para atuar no campo situacionista), Tailândia foi para a esquiva e lá ficou.

Sua atuação conjunta com os segmentos políticos na cidade é cada vez menor e na Câmara está restrito a um córner, em que o delimita ecoar seus discursos para ver se um ou outro meio de comunicação pesca algo que possa atingir a administração. Ou que retumbe uma pauta por falta de outra.

Tailândia, que nasceu de um projeto político que poderia frutificar como possibilidade de alento nas urnas, agora é como a figueira seca que nada produz – e, pior, se deixou levar por um ar de radicalismo (quiçá de arrogância) em que revela tão só um despreparo para atingir seus objetivos.

Caberia então uma sugestão: realizar um curso imediato com o exímio profissional Reinaldo Polito.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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