SERÁ O GUAÇU SÓ DESGRAÇA!

Diz o ditado que quem conta o ponto aumenta um ponto. Óbvio que está que a sociedade que de tão bafejada pela divulgação de notícias que destacam o que é ruim, de fato cria uma oportunidade para que somente o que não presta fique em evidência.

Em um mundo onde o underground merece o primeiro lugar por ser apelativo em si mesmo, é possível que o que seja mencionado como coisas de Poliana não se dê bola.

Não é possível que em uma cidade como Mogi Guaçu não haja políticas públicas claras em favor da transformação social.

Que não existam ações da sociedade civil e de entidades religiosas, de associações comunitárias, com pequenas e grandes atitudes do comércio, da indústria e dos prestadores de serviço para divulgar – e que não tenham a marca distintiva da transformação social, de vidas e de espíritos.

A gente olha por aí e só vê morte. Desgraça. Coisa ruim. Apelação. E os jornais a apelar pelas vendas como negócio tétrico. Espelho? Divulgação da vida como ela é?

Será que é assim?

Ficamos a pensar que não é possível que a dignidade humana não possa ganhar destaque em míseras linhas como possibilidade de um exemplo comovedor.

É aqui uma instituição que cuida de autistas. É ali uma secretaria que desenvolve algo legal. É acolá uma entidade de classe que trabalha questões que envolva o terceiro setor ou mesmo órgãos públicos que defendam a valorização de pessoas que transformam para melhor a vida de todos.

O escracho existe e como é gostoso escrachar ainda mais. Expõe nossa volúpia em querer gandaiar ainda mais. Especialmente quando há técnicas jornalísticas envolvidas, dando um ar de denuncismo que sempre apetece estes tempos malditos de moralismo barato, raso e julgador de uma classe média que aprendeu a não aprender.

Como se diz: notícia boa não se vende, não dá audiência.

Mentira.

Notícia boa vende sim, dá audiência e busca melhorar a qualidade de vida de parte de uma sociedade que se acostumou a enxergar e opinar como se fosse papagaio, malbaratado que fica pela exposição massiva da degração.

Como se fosse um leade que escrevinhasse apenas os instintos mais vis e não enxergasse a vida como oportunidade de aprimoramento. 

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