SECA: SAMAE AGE RÁPIDO E IMPEDE QUE GUAÇUANOS FIQUEM SEM ÁGUA E DE GOELA SECA

O SAMAE (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) agiu rapidamente e instalou sistema alternativo de captação de água bruta para compensar a diminuição da vazão do Rio Mogi Guaçu. A ação rápida evitou o desabastecimento e afastou o risco de racionamento.

O volume da vazão do rio que abastece Mogi Guaçu e outras cidades da região foi reduzido de 9 para 6 metros cúbicos por segundo no final da tarde de quarta-feira, dia 17, em operação de controle da AES Tietê, que administra a PCH (Pequena Central Hidrelétrica) da Cachoeira de Cima.

A empresa diminuiu o fluxo das comportas porque a volume que chega à represa da PCH caiu para 6 metros cúbicos por segundo. Não havia como manter a vazão maior nas comportas porque baixaria o nível da represa e até impossibilitar o deslocamento de peixes que sobem à cabeceira para se reproduzir.

A operação não afeta a principal estação de captação de água bruta do SAMAE porque ela funciona na represa, de onde extrai 70% de todo o volume que é tratado na ETA (Estação de Tratamento de Água) do Morro Vermelho, no Jardim Bela Vista.

Mas a redução da vazão depois da represa a menos de 8 metros cúbicos por segundo impossibilita que a água do leito do rio alcance o ponto de sucção por bombas do sistema da estação secundária, no Bairro do Limoeiro (Jardim Nova Mogi Guaçu), responsável pela captação dos outros 30%.

As medidas preventivas adotadas para compensar a redução da vazão e manter a produção e o fornecimento de água tratada sem prejuízos para a população foram anunciadas pelo prefeito Walter Caveanha e o superintendente do SAMAE, Elias Fernandes de Carvalho, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, dia 19.

Tão logo foi comunicado que a AES Tietê reduziria a vazão das comportas, já na quinta-feira o SAMAE instalou, provisoriamente, uma plataforma flutuante equipada com uma bomba de 40 cavalos de potência para bombear água do leito do rio para as bombas da estação, mantendo assim o mesmo volume de captação que abastece a ETA.

Mogi Guaçu capta e trata atualmente 2.200.000 litros de água. Dois terços dessa quantidade são captados na represa da PCH e um terço na estação do Limoeiro. Em média, a demanda da captação pelo SAMAE corresponde a 10% da vazão do Rio Mogi Guaçu, que, no ano passado, variou entre 100 a 200 metros cúbicos por segundo.

Em 2014, neste mesmo período, devido aos efeitos da estiagem prolongada, a vazão caiu para entre 10 a 20 metros cúbicos por segundo, chegando a 9 antes de a AES Tietê ter reduzido para 6. “Os relatórios que recebi mostram que é a estiagem mais violenta dos últimos 100 anos”, enfatizou Walter Caveanha, que é o atual presidente do CBH-Mogi (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu).

Em face das circunstâncias, o prefeito reiterou apelo para que a população se conscientize e colabore economizando água. Elias Fernandes de Carvalho reforçou o apelo e confirmou que o SAMAE vai intensificar a campanha para que os consumidores evitem desperdiçar água na lavagem de calçadas, quintais e carros.

Walter Caveanha destacou a importância da represa da PCH construída em sua segunda gestão (1989-1992), não só por servir para evitar enchentes, mas, principalmente, para o abastecimento de água para Mogi Guaçu e Mogi Mirim.

É dali que a nova adutora que o SAMAE está construindo captará água bruta para suprir a demanda da ETA, que terá sua capacidade ampliada em 30% para tratar até 3.000 metros cúbicos por hora.

O superintendente do SAMAE explica que, por ser de ferro fundido, com bitola de 1 metro, a nova adutora suportará pressão tanto por gravidade quanto por bombeamento, ao contrário da atual, que, por ser de concreto, é mais frágil e suscetível a vazamentos.

Ao custo de quase R$ 5,8 milhões, somados R$ 3,55 milhões do Governo Federal e R$ 2,25 milhões em recursos próprios do SAMAE, como contrapartida, a obra deve ser concluída até janeiro de 2015.

Já a ampliação da ETA receberá investimento de R$ 14 milhões, sendo cerca de R$ 8,5 milhões a fundo perdido, repassados pela Caixa Econômica Federal, e R$ 5,5 milhões do SAMAE.

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