SALDO DA GREVE NA MAHLE: TRABALHADOR COM PÉ PRENSADO

A greve na Mahle nem bem acabou, sem avanços concretos para o trabalhador, e já teria um saldo negativo: funcionário que atua no setor de expedição há 15 anos com o pé prensado.

De acordo com fontes de dentro do chão de fábrica, o funcionário estaria temeroso com os resultados do movimento grevista, e no final de semana passado teria furado a paralisação que acabou encerrada nesta quarta-feira por ordem da Justiça.

O trabalhador teria prensado  o pé  com uma  paleteira junto a um  pilar de concreto, esmagando membro. O caso inspirou cuidados médicos devido a supostos rompimentos dos ligamentos e nervos.

O funcionário foi encaminhado à Santa Casa e teria passado por uma cirurgia delicada. Foi aberto um CAT (Comunicado de Acidente e Trabalho) e o caso está sendo investigado pelo pessoal da Cipa.

 

MOVIMENTO

Na audiência de conciliação realizada ontem no TRT-15, em Campinas, a Mahle aceitou abrir negociação com os representantes da categoria.

O juiz determinou o fim do movimento grevista sob o risco de ser julgado à revelia. Com a decisão, todos os trabalhadores voltaram ao trabalho.

Por outro lado, também determinou que a empresa apresente balanço econômico nos últimos 12 meses, pois que alega prejuízo para honrar as reivindicações dos trabalhadores.

O balanço será acompanhado por um contador indicado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e um do sindicato dos metalúrgicos.

E relação aos dias parados, a empresa desejou que fosse pagos em dias de sábado ou desconto em férias, mas o sindicato não aceitou, ficando acertado que a empresa arque com dois dias e mais o DSR (desconto semanal remunerado) e ou demais dois dias descontados nos primeiros meses de 31 dias de 2015, ou seja, 31 de janeiro e marco respectivamente.

Na próxima segunda-feira, 1º, haverá nova audiência em Campinas para a empresa apresentar a sua proposta do abono pecuniário, já que o juiz sugeriu esse  nome  para  o  abono e não mais emergencial  ou  abono complementar

A Justiça ainda arbitrou 60 dias de estabilidade no emprego. Sendo assim, no período a Mahle não poderá demitir quaisquer funcionários que participaram do movimento.

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