REVOLTANTE: PLANO DE SAÚDE DEIXA DE ATENDER CRIANÇA COM LEUCEMIA SEVERA

Luís Otavio Pereira, de apenas 10 anos, está passando um perrengue danado. Diagnosticado com leucemia grave, o garoto foi deixado na estrada da vida pelo plano de saúde do pai, funcionário de uma usina de cana de açúcar da região.

A empresa dona do plano de saúde simplesmente deixou a família na mão e a criança teve que ser internada às pressas no Hospital Amaral Carvalho, na cidade de Jaú, uma unidade de referência no tratamento do câncer infantil. Ele apresentava fortes dores no peito, palidez mórbida e respiração difícil.

A família, que mora na zona rural de Mogi Guaçu, está passando o pão que o diabo amassou pra se manter em Jaú. Doações voluntárias e bingos são realizados para angariar algum trocado e financiar as visitas do pai ao Amaral Carvalho.

A mãe, que teve de abandonar o trabalho, conta com a rede de apoio do Sistema Único de Saúde e pode dormir e se alimentar no hospital, enfim, viver com o filho na ala pediátrica oncológico.

“Olha, e quero dizer uma coisa: se não fosse o SUS, o meu sobrinho estaria morto”, conta a tia, Lourdes Ambrosini, acerca da realidade de Luís Otávio.

 “O governo paga tudo, de comida a atendimento, mas principalmente os remédios caríssimos que ele precisa tomar”, confirmou à reportagem do JG.

O objetivo agora é transferi-lo para o Centro Infantil Boldrini, um hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica localizado em Campinas.

 “É o que a gente sonha para que o Luisinho fique perto da gente”, suspira Lourdes.

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