RELIGIÃO PODE DEIXAR DOIDÃO. SERÁ?

Esqueça o esteriótipo do cara que pega em arma numa mão e na outra segura o Alcorão, o livro sagrado dos islamitas. O fundamentalismo existe em todas as religiões e não é raro que as denominações cristãs também fabriquem seus fanáticos aqui mesmo no Guaçu.

Para o bispo da Prelazia da Icab (Igreja Católica Brasileira), dom Pedro Paulo Teixeira Roque, o fanatismo é consequência de um contexto que inclui o desvio da interpretação sadia das sagradas escrituras, a falta de conhecimento da história cristã e uma frustração pessoal que conduz ao desequilíbrio e ao obscurantismo.

“E, para piorar, há líderes religiosos cristãos que não só fomentam como estimulam o fanatismo como regra de conduta dos seus fiéis”, adverte.

A freira católica, irmã Genoveva de Nossa Senhora das Dores, destaca que o fanatismo é uma fé que adoeceu e que precisa de um acompanhamento, inclusive terapêutico.

Ela esclarece que além dos compromissos religiosos da fé, as pessoas também tem seus afazeres no mundo, sendo o principal a família. “Renunciar destemperadamente a este sacramento é de fato um fanatismo”, mencionou.

Já o filósofo Paulo Jonas Piva acredita que a sociedade laica corre sério risco de ser sobrepujada por uma Jesuscracia. O fanatismo religioso anima um moralismo maniqueísta e inquisitorial que impulsiona seitas que se sentem imbuídas de uma missão divina de salvar a todos custe o que custar.

 

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