REDUÇÃO DA MAIORIDADE CAUSA BAFAFÁ POLÊMICO

A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos causa frisson entre os itapirenses. A sensação de impunidade diante dos crimes cometidos por menores é o principal combustível para o esgotamento da paciência das chamadas pessoas de bem diante de algumas barbaridades perpetradas por menores.

Vai ao encontro do que avaliaram a maior parte dos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que aprovou no último dia 31 à admissibilidade da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram 42 votos a favor e 17 contra. O parecer do deputado Marcos Rogério (PDT–RS) afirma que a redução da maioridade penal tem como objetivo evitar que jovens cometam crimes na certeza da impunidade.

O casal Leide e Fábio Nerva se divide em relação à polêmica. Enquanto a esposa defende a redução, o marido se diz contrário. Para ele, o sistema carcerário brasileiro não recupera ninguém e fará dos jovens mestres na criminalidade. “Não vai adiantar nada, porque são necessárias medidas auxiliares de educação”, disse.

Entretanto, para Leide, não é justo que menores não sejam punidos pelos crimes hediondos que cometem. “É fundamental que existam leis rigorosas que os punam”, adverte.

Por sua vez, o comerciante Renato Ono é da opinião de que “se o jovem pode votar, então sabe pesar se suas atitudes estão corretas ou erradas. E pode arcar com elas”.

Ainda segundo Ono, o fato de haver impunidade é o que garante aos jovens a sensação de que eles podem tudo e ninguém não tem nada a ver com isto.  “Mas será que vai adiantar colocar estes jovens na cadeia?”, questiona.

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