REATIVAÇÃO DA UPA ESBARRA EM CRITÉRIOS TÉCNICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

A esperada reinauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Santa Marta, colocada em funcionamento no governo do ex-prefeito Dr. Paulinho, em 2012, esbarra em critérios técnicos que fogem do poder de decisão da prefeitura de Mogi Guaçu.

Dentre os critérios exigidos pelo Ministério da Saúde, cujo ministro leva ovadas e vaias públicas por onda anda, estão alguns específicos como o sistema de ar condicionado em todo o prédio.

Isto é exigido pelo Ministério e força a implantação de um projeto exclusivo pela Secretaria de Obras e Viação. Isto porque o sistema de ar condicionado é importante para se evitar contaminações diretas e indiretas, e não basta dispor no local de simples aparelhos de refrigeração.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a Secretaria de Saúde adotou um cronograma de ações concretas, mas ainda não definiu a data para reativação da UPA porque também conclui o processo de compras de móveis e equipamentos, quase todos já adquiridos.

Os custos altos para reativação da unidade ainda implicam em quantias vultosas em tempos bicudos de arrecadação. A previsão da Secretaria de Saúde é de que serão investidos, no total, cerca de R$ 400 mil somente na compra de móveis e equipamentos. Além de tempo necessário para a realização de processos licitatórios, já que a prefeitura não pode sair comprando na loja da esquina, por exemplo.

O sistema de ar condicionado também necessita de uma licitação bem feita para que não ocorram dúvidas quanto ao projeto, e que isso favoreçam recursos a serem  interpostos por empresas participantes e atrasem a reativação da unidade

Com relação a parte da Justiça, a assessoria de imprensa também informou que não existe pendência jurídica que impeça a reativação da UPA do Jardim Santa Marta, que sofreu avarias consideradas desde um temporal ocorrido há três anos, expondo possíveis erros técnicos na estrutura que transformaram a UPA numa ‘bomba’.

Esta bomba explodiu no colo da atual administração porque a população não conhece os termos jurídicos e os técnicos de construção, manipulados politicamente para desgastar politicamente o governo Walter pela oposição.

Por isso o povo exige a reativação rápida dos serviços, o que é um direito dele, pois fica difícil explicar questões administrativas a quem deseja apenas o retorno de uma unidade com altos índices de aceitação.

Mas vale lembrar a Prefeitura pleiteia judicialmente que a empresa que construiu o prédio, na gestão de 2009 a 2012, ressarça o Município para que o dinheiro possa ser reinvestido na própria UPA.

Outro aviso importante é que que o atendimento nunca foi interrompido, uma vez que a UPA foi transferida para as instalações do antigo PPA já na semana seguinte aos estragos do temporal.

Tanto é que o Ministério da Saúde continua a efetuar o repasse de R$ 175 mil de custeio mensal até hoje. No total, a Secretaria de Saúde dispende aproximadamente R$ 500 mil para custeio da UPA. Ou seja, a Prefeitura arca com mais de R$ 300 mil ao mês.

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