POLÍTICOS DO GUAÇU, MOGI E ITAPIRA RESPONDEM: É POSSÍVEL TER ÉTICA NA POLÍTICA?

Políticos do Guaçu, Itapira e Mogi comentaram que não é fácil fazer política com P maiúsculo hoje em dia, em virtude de as demandas da população ser cada vez mais urgentes. Isto porque, convenhamos, porque o país passa por uma transição.

Mesmo políticos conservadores como Walter Caveanha (PTB), quatro vezes prefeito no momento, parecem encontrar dificuldades por causa de uma nova mentalidade ideológica que cospe fogo para que as solicitações sejam atendidas para ontem.

Assim sendo, no caso guaçuano, o histórico de governança anterior do atual prefeito guaçuano parece não valer nada diante de uma galera nova que não está nem aí para o que foi feito anteriormente. O momento é o que basta. E pedem mais. As redes sociais implicaram mudanças de conceitos. Isto é fato.

Desenvolver meios de combater a corrupção, promover a qualidade de vida e permitir que a transparência seja o caminho exato  para uma política mais séria, justa e fraterna, é a meta a que buscam os entrevistados desta reportagem.

Contudo, vale dizer que os políticos, por estar mais próximo da população, são de fato mais cobrados.

Porém, todos os poderes constituídos possuem integrantes corruptos. A imprensa, especialmente do interior, não menciona os maus feitos do Judiciário, do MP e de outros homens e mulheres da lei por medo.

Talvez porque ainda sobreleve o resquício colonial: SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO!


PRATOS LIMPOS

O vereador Luciano da Saúde (PP) conclui que é possível fazer uma política mais transparente “quando se mudam paradigmas, quando começamos a dar novos rumos às coisas antigas e a enxergar a realidade com os olhos da ética e de tudo aquilo que é correto”.

Ele observa que “tudo o que é puro, honesto, amável, justo e de boa fama, deve ser aplicado na política partidária, aí conseguimos mudar os conceitos”. Para tanto, o parlamentar indica a honestidade, a motivação correta (cuidar de pessoas) e a consciência de que o poder é passageiro.

O colega de Câmara, Luís Zanco da Farmácia, líder parlamentar da Zona Sul e da Vila Paraíso, do Partido Solidariedade (SD), enfatiza não apenas a necessidade fiscalização, mas ainda meios para que a população tenha nas mãos as possibilidades deixar tudo em pratos limpos.

“Criar mecanismos de aprimoramento e da qualidade do serviço público e fiscalizar para que estes mecanismos sejam aplicados é um bom caminho para que a vida pública brasileira, estadual e guaçuana seja permeada pela ética”, adverte Zanco.

O prefeito de Itapira, José Natalino Paganini (PSDB), que faz uma administração de rumos transparentes na cidade vizinha, esclarece que o contato direto com a população é uma fonte enriquecedora de fazer política justa. “Por isso, eu não abro mão do atendimento pessoal uma vez por semana aos munícipes, porque é nesta hora que me deparo o que realmente preocupa a população“.

O mesmo expediente por anos teve o vice-prefeito do Guaçu, Marçal Georges Damião (PMDB) como sindicalista. Ouvia as solicitações objetivas da população – não apenas do meio sindical. “As manifestações contra o IPTU abusivo, há três anos, foram um dos momentos democráticos da vida pública guaçuana, que nasceram destes contatos diretos”, menciona. “Era preciso fazer alguma coisa e a população se sentiu representada não contra um prefeito em si, à época, mas contra uma política pública que corroía o orçamento familiar”.

Já a ex-prefeita de Mogi Mirim, Flávia Rossi (PSDB), atualmente secretária de Educação de Itapira, também considerada da nova geração de políticos, reconhece que as necessidades são urgentes e precisam ser satisfeitas.

À frente de uma pasta enorme, menciona que nem sempre é possível atender de forma individualizada as solicitações, mas enfatiza que o gestor público tem que ouvir muito e ser apto a colocar em prática aquilo que é bom para a sociedade, contudo sem deixar de atender as prerrogativas da categoria do ensino público em questão. “Antes de mais nada é preciso saber escutar”, conclui.

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