PIERCING GENITAL GANHA A MULHERADA

“Sinto que a minha auto-estima ficou mais elevada. Até a relação sexual com meu marido melhorou 100% depois que coloquei”, diz T. com ar de satisfação pura, de alguém que avançou por sobre tabus e preconceitos para colocar piercing num lugar completamente inusitado: a genitália. Ela está feliz e segura de si.

O piercing na região íntima feminina ganhou notoriedade nacional em 2006, desde que Katina Bacchi posou para a Playboy e revelou o material exposto de forma sutil, mas marcante.

Nossa entrevistada se espelhou no exemplo da loira Karina e na hora H colocou um piercing de ouro de 18 quilates, e um brilhante como pedra.

“A idéia era me deixar mais bonita, coisa que fiquei, e homenagear meu marido, que literalmente vibrou com a surpresa”, diz entre gargalhadas.

Mas não é preciso dispor de materiais caros. Há os mais populares, confeccionados de inox e com pedrinhas de strass.

“Fica tão bonito quanto”, diz T, uma mulher jovem, casada há mais de 10 anos, e trabalhadora como qualquer outra.
T. é mãe de um garoto de 8 anos e está acima de quaisquer suspeitas.

“Pôr piercing na genitália é como ser tentada por algo proibido. Depois a gente percebe que não é nenhum bicho de sete cabeças. Sinto meu corpo mais bonito”, comentou.

Vale dizer que a decisão de por um piercing genital nem sempre é fácil, mas os receios têm sido demovidos pelas itapirenses aos poucos.

Quem conta é Sara Pinheiro (foto), profissional de body piercing do Dado Baston Tatoo, de Itapira.

“Existe uma procura razoável de mulheres querendo por piercings genitais, mas não exageradamente. Primeiro elas procuram saber como é feito a higiene e os cuidados. Depois que decidem, marcam horário e voltam com os maridos, namorados ou amigas”, relata. “Saem daqui transformadas. Esta é a sensação”, afirma.

A colocação é rápida, segundo Sara, algo em torno de poucos minutos. Como há perfuração, a dor existe, mas é suportável. Os locais preferidos são sobre o clitóris (também chamado de capuz), nos grandes e pequenos lábios.

O piercing feminino é chamado de Cristina. Já o dos homens, que não tem muita saída, é conhecido como Príncipe Albert, pois foi o primeiro a por o material lá.

A cicatrização pode levar até um mês, dependendo da peça e da parte do corpo escolhida. Depois de instalado, é preciso ter cuidado com a higiene e não ingerir carne porco, ovos e peixes.
A higienização do local deve ser triplicada. O absorvente interno deve ser evitado também. E camisinha, como sempre, em todo ato.

Mas vale lembrar que a perfuração é uma porta aberta para infecções e doenças sexualmente transmissíveis como HIV, hepatite, sífilis, herpes entre outras DTS’s. (da GAZETA ITAPIRENSE)

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