PARA EX-PREFEITO, FALTOU PLANEJAMENTO. IVENS ELOGIA WALTER E AÇÕES. VEREADORES COMENTAM

O ex-prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho (PHS), avalia que as consequências da recente enchente do Rio Mogi Guaçu poderiam ser piores, caso as chuvas não dessem trégua nos últimos dias.

Porém, fez menções aos trabalhos dos órgãos públicos municipais. “Na minha opinião, faltaram planejamento adequado e ações rápidas por parte dos órgãos competentes”, afirmou.

Paulinho cita que, em 2010, uma cheia semelhante ocorreu no segundo ano do seu mandato. , “Contudo, nós preparamos material informativo distribuído nas casas, além de compartilharmos, via assessoria de imprensa, alertas emitidos pela AES Tietê e pela própria Defesa Civil, que, diga-se, foi criada no meu mandato”, relembra.

O ex-prefeito não acredita em equívocos por parte da AES Tietê, que administra a PCH.

“Na nossa época, a empresa foi de uma lisura total, nos informando com boletins a cada duas horas. O que deve ter ocorrido neste ano. No entanto, o que percebemos foi uma correria para tentar atendar a demanda que se avolumava, e ainda bem que o sprint no meio da emergência minorou bastante a situação”, declarou.

Paulinho comentou como positiva a presença do prefeito Walter Caveanha junto aos munícipes atingidos pelos alagamentos, mas avaliou que os trabalhos das equipes foram um tanto que atabalhoados, em especial por parte de secretarias e órgãos competentes.

“Só não se verificou o pior de forma mais enfática porque as chuvas cessaram em tempo de se evitar tragédias”, afirmou. “Mas, na nossa época, deixamos de prontidão caminhões para mudanças, acionamos a Saúde e o Social ao mesmo tempo. Tudo estava de prontidão para uma eventualidade maior, que, graças a Deus não foi preciso”, alegou

Dr. Paulinho mencionou as obras que realizou no combate à enchente em seu único mandato, como as do Zaniboni, que evitou que as ruas se alagassem por completo neste ano.

“Quando assumimos, tínhamos em mente que deveríamos combater pelo menos um ponto de alagamento por mandato. Começamos com o Zaniboni e, em um eventual segundo mandato, partiríamos para as enchentes no Bertioga. Já no mandato de um novo prefeito, o ataque seria aos alagamentos no centro, Ingás, Vila Maria, dentre outros bairros”, observou.

IVENS CITA AÇÕES DE WALTER E CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM

“O prefeito não teve um minuto de sossego, coordenando toda a ação das secretarias envolvidas no atendimento à população”, relatou o vereador Ivens Chiarelli ao site Mogi Guaçu Acontece.

O vereador destacou que Caveanha manteve-se em linha direta com a direção e técnicos da operadora da barragem da Cachoeira de Cima, a empresa AES, responsável pelo controle da vazão do rio, e que Walter fazia ponderações aos técnicos da empresa na tentativa de amenizar os efeitos da enorme quantidade de água que vertia pelas comportas da barragem.

“O prefeito foi uma voz de tranquilidade num instante de natural tensão”, observou o vereador. “Mas, é também preciso fazer justiça ao pessoal da AES, que foi extremamente profissional, evitando o pior”, complementou o vereador.

Segundo o MGA, Ivens esclareceu que a vazão era necessária para suportar a demanda de água procedente do sul de Minas, onde chovera muito, mas tudo sendo feito com a maior responsabilidade, obedecendo parâmetros técnicos.

Ivens lembrou ainda que foi na administração Caveanha que a barragem foi construída, sendo esta uma visão de administração no tocante ao combate às enchentes.

“Em tal circunstância, não haveria qualquer controle na Cachoeira de Cima. “A água ia chegar e passar. Seria coisa de mais de 600 metros cúbicos por segundo. O centro todo não escaparia da cheia e os bairros ribeirinhos sofreriam danos incalculáveis”, previu. “Bendita hora que o Walter lutou para a construção da PCH”, termina Ivens Chiarelli.

OUTROS VEREADORES

Vereadores também se posicionaram sobre as enchentes. O mais critico foi o vereador Alex Tailandia, do PRB, que foi aos locais alagados e conversou pessoalmente com os moradores cujas casas foram atingidas pela fúria das águas. Tailândia postou vídeos e fotos no seu perfil do facebook e comentou que vai cobrar providências das autoridades públicas municipais.

Já o vereador Luiz Zanco da Farmácia, do Solidariedade, cobrou melhor infraestrutura para a Defesa Civil. Segundo Zanco, o órgão trabalha em situação não considerada ideal, e se posicionou a favor de um completo investimento em equipes, veículos, botes, rádios e outros dispositivos que ajudem a um atendimento mais rápido e eficaz. “Mesmo assim, a Defesa Civil fez muito nesta atual emergência, mas poderia ter feito melhor se fosse melhor estruturada”, afirmou.

Em viagem, o vereador Luciano da Saúde (PP) comentou, por telefone, que o município precisa investir fortemente na Defesa Civil, e em especial no combate aos transbordamentos as áreas vulneráveis; “assim como foi feito no Zaniboni, onde havia 40 anos que as famílias sofriam com os alagamentos das fortes chuvas, mas agora não. O município não pode se furtar em investir contra as enchentes”, declarou.

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