O QUE ESPERAR DOS VEREADORES: ZAIA, IVENS E ZANCO RESPONDEM

A classe política tem enfrentado uma intensa campanha contrária à atuação parlamentar, que a coloca no mesmo balaio de gatos do que não presta. Ne sentido, nunca a atividade legislativa foi tão contestada, ou tão mal compreendida, como nos tempos atuais. Ser parlamentar, ou vereador no caso, é indício de coisa que não vale a pena, porém com o contraditório de que, sem o vereador, nada funciona na esfera pública.

“É importante frisar que o poder Legislativo é o mais receptivo aos interesses legítimos da população. Muitas vezes, vemos pessoas chegarem à Câmara para que intercedemos em assuntos que nem são pertinentes ao parlamento municipal, e não fechamos as portas. Vamos adiante e colaboramos no que for possível. Este é um papel importante do vereador: de escutar o que o povo deseja e precisa”, comentou o vereador Ivens Chiarelli, do PTB, um dos mais populares de Mogi Guaçu.

Para Ivens, o que existe de fato é uma interpretação equivocada sobre os trabalhos da Câmara Municipal, achando que ela corrobora para como os malfeitos ou a falta de trabalho.

“Isto não é verdade. Sem a Câmara, não há saúde, educação, transporte ou segurança, por exemplo. Digo mais: sem os vereadores não há sequer orçamento. E os vereadores são sensíveis aos pedidos da sociedade, o que nem sempre acontece com os agentes da Fazenda, que pensam com os números frios da economia. Mas nós, não, trazemos o povo para dentro do poder”, afirma Ivens, que possui uma plataforma evidentemente social. “Não há como ser vereador se não houver um intenso diálogo com a sociedade, estando receptivo às sugestões e também às críticas. Nosso trabalho também é o de ouvir”, comentou Chiarelli.

O presidente do PPS guaçuano, Mario Antonio Zaia, acredita que o que está faltando é mesmo a representatividade, que só se conquista, segundo ele, através de trabalho. “O que é fundamental é mostrar trabalho para que se fixar a representação popular”, alerta.

Desta forma, Zaia enumera a necessidade de qualificação dos candidatos a vereador, para que firmem um compromisso com as diretrizes partidárias, sim, mas antes com os interesses da população.

“Fazemos reuniões de esclarecimento e orientação a cada 15 dias para debater estes assuntos, que nos nortei para atuar junto à população”, disse.

O também vereador Luís Zanco Neto, do PTC, observa que o papel dos vereadores vai além da fiscalização dos atos do Executivo, que é uma de suas premissas.

“Mas, nós temos um dever de ser a voz preponderante da população. Sem isso, o trabalho de vereança fica sem a sua contrapartida mais esperada, a de ser o defensor das grandes causas públicas”, argumenta.

Ainda segundo Luís Zanco, o vereador de verdade procura ter equilíbrio e bom senso para sempre escutar todos os lados e partilhar de posicionamentos que favoreçam a maioria da sociedade.

“Cobrar o Executivo é fundamental, mas temos de estar além das planilhas para sedimentas boas prática políticas públicas que contemplem todos”, finaliza.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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