O DONA MARISA E OS BRASILEIROS RAPAPÉS

Nos anos 80, uma frase supostamente atribuída ao escritor, jornalista e cronista Otto Lara Resende respaldava o mau caráter do brasileiro, através dos nascidos em Minas, em relação à dor alheia: “O mineiro não é solidário no câncer”.

A frase expõe a contradição de quem deveria ter compaixão diante do momento mais difícil de uma pessoa, a luta pela vida ante uma doença considerada temível.

Não ser solidário no câncer é o exponencial da malevolência, do ódio e rapinagem. É ser humano não humano, ser tão mais vil do que a própria doença, o câncer, muitas vezes utilizado para designar um mal tão irremediável que se menciona com o fel na boca a quem não gostamos.

Não ser solidário a quem passa por uma tragédia emocional ou física significa deixarmos de lado o nosso aspecto mais interessante: o amor.

O Brasil da Lava Jato, uma operação de guerra política para perseguir determinados políticos e suas famílias, legou uma horda de seres humanos tão esgoto quanto as decisões da Justiça deste Brasil de atrocidades.

O seres humanos defensores deste estado de coisas se arrogam no direito de vilipendiar vidas e biografias de terceiros em nome do justiciamento. Não desejam a Justiça.

Medíocres, buscam além da conta, o escalpelamento.

Jesus, um nome a quem estas gentes tanto proclamam foi escalpelado. Tiradentes, Luther King, Chico Xavier, e tantos outros que lutaram pelas populações pobres também.

Esse exercício continuado de crueldade, mais do que estilo jurídico, é marca de caráter. É possível encontrá-lo em diversos personagens e diversas situações, cada qual subordinando-se aos ritos da classe e às prerrogativas da profissão. No Judiciário, gera alguns juízes vingadores. No Ministério Público, alguns projetos de torquemadas. Cada qual busca a jugular do inimigo valendo-se das armas que lhe foram conferidas institucionalmente. Não lhes exija momentos de civilidade, respingos de respeito, gotículas de humanidade.  (Luiz Nassif – http://jornalggn.com.br/noticia/caso-marisa-a-etica-da-lava-jato-e-do-pcc)

Marisa Letícia, a mulher do Lula, foi vilipendiada e se transformou em ré por conta de dois pedalinhos em sítio na cidade de Atibaia. Moro e sua turma revirou seu apartamento, sua cama e sua penteadeira. E esta ação truculenta foi aplaudida.

Com a sua morte, dona Marisa foi ainda achincalhada e seu corpo praticamente sujeito ao escarmento. Midiotas até mesmo se posicionaram em frente do Sírio Libanês com cartazes medíocres quanto suas almas.

No entanto, o país não é feito destes tontos.

Dois exemplos o JG destaca, aqui em Mogi Guaçu, e deveriam ser exemplos de conduta para todos nós:

“Que Deus cuide da alma de dona Marisa.” (Valter Abrcez – https://www.facebook.com/valter.abrucez?fref=ts)

“Deixo minhas condolências à família e o desejo de que Deus, em sua infinita Misericórdia, receba “dona Marisa” em seus braços. Que a justiça divina e a História dêem seu veredito.” (David Paliari Zuin – https://www.facebook.com/drdavidzuin?fref=ts)

 

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