O CIDADÃO DE BEM CRIOU O PAÍS DA DESGRAÇA E DA MORTE

Na esteira do golpe que ceifou a democracia brasileira e alçou ao poder os próceres do anti povo, o Brasil conhece de perto uma classe média perversa, que flerta com racismo, a homofobia, o machismo e a estagnação de tudo o que é popular.

A classe média brasileira, a mais ignorante e vassala do mundo, pavimentou um governo que insufla o apartheid social, transformou o Brasil num violento vendaval infindável  a destruir o que é belo e bom.

Este povo que ganha entre R$ 3 mi a R$ 8 mil e acha que é rico, que compra no crediário eletrodomésticos para escamotear uma vida vazia, busca por meio de todo o tipo de segregação isolar os mais pobres, os negros, mulheres e trabalhadores a um escanteio financeiro para impedir que tenhamos uma sociedade mais igualitária e humana.

Nas passeatas do fora Dilma pintaram com a tinta esclerosada demãos e demãos de uma tinta de preconceito, em favor do estado de exceção, do fascismo quase nazi que aromatizou a sociedade do cheiro asfixiante da morte, da exclusão, da intolerância e da revolta. As consequências nós todos as percebemos hoje.

O dito cidadão de bem, sim, este cidadão de bem que se acha certo e correto é o responsável pelo quadro de terror que hoje viceja no Brasil; em que lideres religiosos se esfalfam em dinheiro por usurpar a ideologia de gênero macabra de que somente macho e fêmea podem constituir família.

Contudo, não é somente isso.

O cidadão de bem, o cumpridor das obrigações, o que acha que somente ele paga impostos, que acredita ser um ungido divino a levar o país nas costas, instilou o assassínio e agora se depara que entre os seus há quem mate ex-esposa, filho e amigos…e fez do terror retratado nos presídios um raio X da sociedade de intolerância que tanto defende.

O cidadão de bem acredita que o mundo é um grande mar de injustiças, que os governos só roubam e que tudo e todos estão contra a sua felicidade.

Hedonista, o cidadão de bem assim se vê como único capaz do direito à eterna felicidade, mas que, sem pensar, foi mola mestra para um organismo social maluco em que:

– certas mulheres são piores do que machistas

– certos negros defendem praticas escravagistas

– pobres operam para acabar com seus direitos

– e todos avalizam a força como única forma de diálogo, enfim,

…quando a morte lhes chega à porta, seja pela ausência do Estado na forma de proteção social, seja na polícia que exala autoritarismo, nas relações de trabalho que foram um dia mais humanas – e hoje são um arremedo de tortura – ou simplesmente porque bandido bom não morre, mata…acaba gritando no deserto por um país fictício que destruiu.

Mas, mesmo assim, diante da falência de suas posições e opiniões, na essência da volúpia e insanidade que criou, não faz a necessária autocrítica de que serviu como massa de manobra para a exclusão que lhe joga à face de que será o pobre ferrado de amanhã.

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