NOTA MIL: JORNALISTA CEGO É LIÇÃO DE VIDA

Passar dia após dia na escuridão, sem ver nada e ainda assim continuar a conviver com a cegueira como numa noite eterna não é nada fácil.

Imagine então para quem enxergou tudo até os 29 anos e aos poucos a luz foi se definhando, esmaecendo, até surgir o negrume de tudo.

“A última imagem que vi do mundo foram os olhos penetrantes de uma enfermeira negra do Instituto de Olhos Penido Burnier, de Campinas”, conta o jornalista Glauco Lauri. “Foram os olhos que considero como de um anjo”, relata o entrevistado, que ficou cego em decorrência das complicações da diabetes.
Lauri teve que reiventar a vida. “Eu tinha dois caminhos: aceitar ou me revoltar; então preferi a primeira opção”, comentou. “Foi uma prova de fogo”, cita.

O assessor de imprensa da SEL (Secretaria de Esportes e Lazer) de Itapira, devidamente concursado, relata que aos poucos foi se adaptando ao novo modo de ser. Do limão, fez uma limonada. “Passei a buscar alternativas para superar o medo e vencer na situação em que a vida me propunha”, ressaltou.

Uma das viradas de mesa, como num rito de passagem, aconteceu a partir da Corrida de São Silvestre do ano de 2009. Desde então, se preocupou em levar sua experiência de vida para todas as pessoas.

Partiu para ministrar palestras motivacionais gratuitas intituladas “Enxergando com o Coração”, de 2010 até hoje, levando mensagens propositivas, conteúdos de dignidade e de força de vontade, compaixão e esperança.

“Proponho às pessoas virem além do que está à sua frente, penetrarem o fundo do seu coração para serem felizes, enxergando tudo com mais leveza e com amor”, comenta o jornalista, que também é catequista e um desportista apaixonado.

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