NOMEAÇÃO DE OSVALDINHO DIMINUI, MAS NÃO APLACA TENSÃO NA BASE DO PREFEITO

Precavido, o prefeito Walter Caveanha (PTB) agiu rápido na nomeação do servidor de carreira Osvaldinho como secretário da SSM (Secretaria de Serviços Municipais), e desta forma estancou um início de tensão na sua base de apoio não apenas no Legislativo, mas também no espectro da administração, nas várias secretárias da gestão municipal.

O pivô da crise seria o ex-vereador Guilherme de Souza Campos, o Guilherme da Farmácia, que namorou com o PPS, mas que, por fim, criou algumas peninhas e caiu no ninho dos tucanos do PSDB.

Segundo interlocutores do JG junto ao governo, a nomeação de Guilherme como secretário teria um efeito de rastrilho de pólvora; trazendo consigo vórtices de boataria de que a turma do  ex-prefeito Paulinho estaria voltando para ‘casa’ por meio do PSDB. No entanto, lideranças da sigla categoricamente refutaram os rumores, conforme noticiado pela imprensa guaçuana esta semana.

“O problema não é o PSDB, com quem o prefeito Walter já teve uma afinidade muito próxima, mas alguns poucos nomes de tucanos que poderiam fazer parte do governo desde já”, alegou uma liderança partidária que apoia Caveanha, mas que está tiririca da vida com a possibilidade ‘de parte da turma do passado’ voltar em condições especialmente solícitas. “Isto porque sabemos que a prefeitura é um cobertor que não dá pra todo mundo, pois se há de cobrir o corpo, os pés ficam de fora”, exclamou.

A notícia da nomeação de Guilherme não foi bem recebida também no Legislativo.

O líder do prefeito na Câmara, Ivens Chiarelli, por exemplo, não conversou com a reportagem, mas segundo interlocurores com acesso ao parlamentar,  um dos mais combativos oposicionistas da gestão Paulinho, estaria entre o desgostoso e irritado com a suposta nomeação de Guilherme. “E quem não ficaria sabendo do histórico dos dois no governo anterior?”, mencionou, por sua vez, um vereador.

Contudo, se a nomeação de Osvaldinho como secretário aplacou o início de crise, no contraponto propiciou um clima de expectação com a possibilidade de Guilherme cair de paraquedas na administração como gerente da própria SSM.

Além dele, viriam junto os matusaléns Peri e Tigrão, por exemplo, que voltariam a ocupar cargos na prefeitura, porém sem definição de postos.

Lideranças do partido no Guaçu voltaram a negar que exista este tipo de conversação com Caveanha, em especial entre o prefeito e o deputado Barros Munhoz, líder do governador Alckmin na Assembléia e um peso pesado da política nacional.

“Prefeito nenhum pode abrir mão de um político como Munhoz, mas se for para o PSDB vir para o governo, com certeza há pessoas mais interessantes na sigla, como o Tiãozinho e até a Otília Papa, uma mulher que sempre se pautou pelo fortalecimento da legenda no Guaçu e que foi fundamental para a votação estrondosa do Munhoz nas eleições de outubro aqui na nossa cidade”, comentou a fonte da reportagem. 

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