​Operação da Policia Federal iniciada hoje visa lavagem de dinheiro.

  • 13/01/2026
  • 0 Comentário(s)

​Operação da Policia Federal iniciada hoje visa lavagem de dinheiro.

Operação ‘Quebrando a Banca’ mira quadrilha que lavou quase R$ 100 milhões com jogos de azar; mandados são cumpridos em Mogi Mirim e São João da Boa Vista

Investigados mantinham estrutura criminosa com uso de “laranjas” e empresas de fachada para ocultar bens
A Polícia Civil, por meio da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, deflagrou nesta terça-feira (13) a Operação Quebrando a Banca, contra uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente da exploração ilegal de jogos de azar. O grupo é suspeito de movimentar quase R$ 100 milhões ao longo dos anos.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Paulo, Ribeirão Preto, Mogi Mirim, Santa Rosa do Viterbo e São João da Boa Vista.
De acordo com as investigações, os envolvidos atuavam há décadas utilizando empresas de fachada e uma extensa rede de “laranjas” — pessoas que emprestavam seus nomes para ocultar a real titularidade do patrimônio — com o objetivo de dissimular os lucros obtidos com atividades ilícitas.
O delegado divisionário da Deic de Piracicaba, William Marchi, explicou que as apurações tiveram início a partir de prisões relacionadas a jogos de azar, crime considerado de menor potencial ofensivo, mas que frequentemente está associado a delitos mais graves, como lavagem de dinheiro e organização criminosa.
“Identificamos um grande número de pessoas que levavam uma vida simples, mas movimentavam milhões de reais por mês. Elas eram utilizadas como ferramentas pelos criminosos para afastar a atenção das autoridades. Foi um trabalho longo até chegarmos às verdadeiras lideranças. Também descobrimos empresas que auxiliavam na ocultação de bens, configurando uma complexa rede de lavagem de capitais com atuação em São Paulo e Minas Gerais”, afirmou o delegado.
Relatórios de inteligência financeira apontaram que o principal líder da quadrilha movimentou mais de R$ 25 milhões em apenas um semestre de 2024, além de apresentar histórico de transações milionárias em anos anteriores.
Segundo a Polícia Civil, parte da cúpula do grupo utilizava transações imobiliárias em dinheiro vivo e a aquisição de bens em nome de terceiros para esconder a origem ilícita dos recursos. Já o núcleo operacional era formado por gerentes e operadores financeiros responsáveis por pulverizar grandes quantias por meio de centenas de transferências via Pix e depósitos em espécie — prática conhecida como smurfing — com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.
As investigações também identificaram o envolvimento de uma empresa com capital social declarado de R$ 36 milhões, apontada como destino de valores milionários transferidos pela liderança da organização criminosa.
Somadas as movimentações financeiras atípicas, o capital social das empresas utilizadas, o patrimônio imobiliário oculto e a frota de veículos — estimada em cerca de R$ 18 milhões —, a Polícia Civil calcula que o montante total de ativos e valores movimentados pela quadrilha chegue a aproximadamente R$ 97,2 milhões.
Durante a operação desta terça-feira foram apreendidos dispositivos eletrônicos, instrumentos utilizados em apostas, veículos e quantias em dinheiro. As investigações continuam para a identificação de outros integrantes do esquema criminoso.
Fonte: Mogi Hoje Noticias

#Compartilhe

0 Comentários


Deixe seu comentário








Aplicativos


Locutor no Ar

Anunciantes