MUTIRÃO RECOLHE 41 TONELADAS. E WALTER MUITOS DIVIDENDOS

Em 1998, o então candidato a presidente, Lula, do PT, teve contra si uma saraivada de críticas por ter se postado contra o plano Real, que evidentemente tinha estabilizado a inflação quatro anos, se tornando talvez na única coisa boa do governo FHC, o mais corrupto da história do Brasil. Quem duvida, faça as contas da privatização cuja grana foi pelo ralo e do socorro aos bancos privados todos quebrados.

Passados vários anos, a política continuou cíclica e se repetiu. A administração Walter, que até então vinha sendo criticada por fazer um certo tom blasè com relação ao mosquito transmissor da dengue, resolveu aderir ao primeiro – e até agora único mutirão regional – capitaneado pela EPTV.

Não faz muito tempo, um grupo de voluntários havia proposto algo semelhante à administração, inclusive cunhando uma frase mais ou menos assim: ‘eu cuido de você e você cuida de mim’.

O mutirão, que tava tudo acertadinho, não prosperou, e Mogi Guaçu se tornou um verdadeiro aeroporto de aedes aegypty, com milhares de casos pegando a doença: mais de 14 mil.

Agora veio o mutirão regional e o prefeito Walter foi pras ruas e coordenou o evento. Então, até o mais louco dos mortais não poderia ser contrário perante tal investida.

E os oposicionistas?

Bem, os oposicionistas, isto é, os candidatos a prefeito em vez de irem pras ruas também, contribuindo para a história da cidadania local, resolveram ficar em casa remoendo a feliz iniciativa de Caveannha.

Foram recolhidas 41 toneladas de trecos que poderiam se transformar em ninho da dengue.

E o prefeito Walter recolheu muito mais, dividendos e mais dividendos possivelmente eleitoral. Alguém duvida?

Veja abaixo a matéria da assessoria de imprensa, que desta vez acertou nas fotografias, ao contrário da caminhada, que omitiu o público.

41 TONELADAS

Foram encerrados pouco depois das 17h00 de sábado, em Mogi Guaçu, os trabalhos do Mutirão Regional de Combate ao Aedes aegypti, iniciativa proposta pela EPTV Campinas às cidades de sua abrangência.

O resultado alcançado pela mobilização foi considerado excepcional. Foram retirados das ruas, onde foram depositados pelos moradores, 41 toneladas de materiais e objetos os mais diversos.

O objetivo era precisamente recolher objetos capazes de acumular água, o que facilita a proliferação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus.

O material recolhido através de mais de 100 veículos, entre caminhões de carroceria, caçambas, picapes e caminhonetes, foi encaminhado, em parte, para o aterro sanitário municipal.

O que é passível de reciclagem foi encaminhado à Cooper 3R. A entidade opera nesse ramo de reciclagem de material.

Os trabalhos começaram a ser executados às 8h00. A concentração, a partir de 6h30, foi feita no pátio da Secretaria de Serviços Municipais. Pouco antes do início, o prefeito Walter Caveanha esteve no local e dirigiu palavras de estímulo e de agradecimento aos participantes.

Mais de 500 pessoas aderiram e participaram efetivamente do mutirão. Desse contingente, parte foi composta por servidores de várias secretarias municipais.

Dezenas de colaboradores de entidades, associações e grupos de escoteiros se alistaram como voluntários e ofereceram decisiva contribuição.

O município foi dividido em seis regiões, com igual número de equipes cobrindo inclusive a zona rural. Estas equipes foram desdobradas em 30 microequipes.

A população aderiu à proposta do mutirão e se desfez de materiais que conservava dentro de casa, com potencial para facilitar a procriação do Aedes.

 

 

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