MORADORES MOBILIZADOS POR ÁGUA. TEMPORAL AFETA ABASTECIMENTO. SAMAE TRAMPA

Bairros afetados pela falta de água estão com a população mobilizada pedindo a normalidade do abastecimento após o temporal da semana passada.

A região detrás da Capela foi uma das mais afetadas. Cidadãos pretendem entregar um abaixo assinado ao Samae solicitando providências urgentes, e mais educação dos funcionários que atendem o telefone quando haja reclamações.

Famílias afirmam que os reservatórios residenciais não se normalizam pela ausência de pressão, e não só por causa das chuvas fortes, que queimaram equipamentos usados no abastecimento na ETA.

O Samae informa que compreende a situação, mas que está trabalhando forte em vários pontos da zona urbana para que a situação se normalize o mais rápido possível, já que as regiões atendidas pela ETA (Estação e Tratamento de Água) do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgotos) foram uma das mais afetadas.

A falta de energia elétrica paralisou as operações do sistema de tratamento. Assim, a produção de água para abastecimento da cidade ficou prejudicada, tornando-se insuficiente para o suprimento das residência.

O abastecimento apresentou dificuldades por vários dias. Todos os esforços estão sendo feitos pelas equipes do Samae no sentido de promover a normalização, pois é necessário retomar a produção plena do sistema de tratamento e suprir os reservatórios espalhados pela cidade. Informou nota da autarquia.  (FOTO: arquivos de internet)

OPINIÃO DO JG
A crise hídrica está aí. Não há como negar, e não é coisa de Mogi Guaçu apenas. Os bairros sofrem com pressão abaixo do normal e o resultado é a falta de água nos reservatórios, coisa que não vinha acontecendo de forma ostensiva.

No entanto, é preciso dizer algo mais sério. Desde que a crise hídrica se instalou, a população se esmera em reclamar, só reclamar, porém não se atenta a mudar os seus péssimos hábitos por esbanjar.

É necessário, claro, investimento por parte do poder público, mas as condições dos municípios para isso é francamente diminuta. Cabe à população também fazer a parte dela e reconhecer que o tempo do esbanjamento é coisa do passado.

Senhoras que lavam calçadas, que ficam conversando com a vizinha enquanto a mangueira está aberta é cena comum em vários pontos do município. Desperdiçar água deveria ser multado, assim como o valor pelos serviços reajustado.

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