MILHARES DE PEIXES SURGEM MORTOS NO MOGI GUAÇU; CETESB E SAAMA ANALISAM CAUSAS

Agora virou assunto mais do que sério. Milhares de peixes surgiram novamente boiando, mortos, no Rio Mogi Guaçu, que também pede socorro.
Espécimes de vários tamanhos foram encontrados sem vida e a CETESB apura as causas e impedem que as autoridades do município minimizem o fato e empurrem o assunto para debaixo do tapete.
Para evitar riscos à saúde, a Saama, a Secretaria de Abastecimento, Agricultira e Meio Ambiente da Prefeitura, alerta para que a população não consuma os peixes encontrados mortos. Voluntários como Seco Bovolenta estiveram capturando os peixes mortos para que a Saama os descartem no Aterro Sanitário.
A Secretaria e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de Paulo) coletaram amostras para exames laboratoriais na tentativa de apurar a mortandade. A terceira que ocorre nos últimos 20 dias.  Desta vez, com dimensões muito piores.
A Saama não cruzou os braços e também coletou amostra da água para análise e, à tarde, recolheu exemplares para identificar se entre eles há espécies ameaçadas de extinção.
O relatório, se confirmado, será encaminhado para notificação para o ICM-Bio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão do Ministério do Meio Ambiente.
O gerente da Agência Regional da Cetesb de Mogi Guaçu, Paulo Roberto da Silva Bantim de Souza, informa que desde segunda-feira foram coletadas amostras para vários parâmetros, como nível de oxigenação, sedimentação e toxicidade da água.
O nível de oxigênio no Rio Mogi Guaçu está bastante reduzido devido à estiagem prolongada. Mas para ambientalistas, a descarga enorme de aguapés, plantas aquáticas que ‘rouba’ oxigênio, pode estar entre as causas. 
Medição feita na semana passada, próximo da ponte da Estrada Vicinal Antonio Joaquim de Moura Andrade, que liga Mogi Guaçu a Itapira, pouco acima da Cachoeira de Cima, registrou 1,9 miligrama por litro, quando o mínimo ideal para a época seria de 5 mg/litro.
As amostras coletadas por técnicos da Saama serão analisadas em laboratório privado. As que foram coletadas por agentes da Cetesb de Mogi Guaçu serão examinadas no laboratório da Cetesb da Campinas, com previsão de que o laudo seja concluído dentro de 15 dias. 
Foi o que informou a secretaria de Comunicação da Prefeitura de forma clara e objetiva, pois que não omitiu nenhuma informação e prestou esclarecimentos bem sucintos a respeito da mortandade.
 Os resultados da análise, esclarece Paulo Roberto, possibilitarão identificar as causas, considerando a presença ou não de matéria orgânica ou substância tóxica nas amostras. A segunda hipótese é menos provável porque ao que tudo indica os peixes procuravam a borda do rio em busca de oxigênio.
 O gerente da Cetesb acrescenta que, na segunda-feira, algum evento ainda não identificado potencializou o problema decorrente da baixa oxigenação, ocasionando a mortandade de peixes como consequência, mas apenas o laudo oficial poderá atestar o que realmente aconteceu.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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