MICRO CALCINHA TÁ COM TUDO E VAI FUNDO

A micro calcinha está com tudo. As mulheres não abrem mão de um produto com modelagem que marque menos no corpo e ao mesmo tempo seja sexy.

De duas décadas para cá, as calcinhas vieram reduzindo de tamanho e se adequaram ao gosto das brasileiras. Chegaram a um ponto que a modelagem micro ganhou a preferência nacional.

Até a antiga e cavadésima ‘asa delta’, sex appeal dos anos 80, ganhou ares de grande ou enorme. O sucesso agora é o fio, considerado pecaminoso anos atrás, indecente para as mais pudicas, hoje se encontra presente em 9 dentre 10 gavetas femininas.

O resultado das micros é sucinto e minimalista: um conjunto que enaltece o poder feminino, que lança olhares cada vez mais ávidos dos homens pelo corpo delas.

As calçolas, portanto, já eram, ficaram no passado como símbolo de cabresto da liberdade de atitude. Contudo, as mulheres não veem tudo de uma forma sexista.

“A gente gosta de calcinhas menores porque é uma questão de gosto, e por acreditar que é a modelagem mais adequada ao nosso corpo. Não incomoda e a qualidade melhorou bastante”, contemporiza a costureira Lucineide Alves.

Até mesmo as empresas de absorventes higiênicos puseram um olhão na preferência feminina, e começaram a desenvolver produtos que se adequem às modelagens micros. Com isto, o segmento cresceu mais de 70% em menos de 10 anos.

“Eu não me vejo usando outras calcinhas maiores. E também não me importo se o meu corpo chama atenção. Estou bem comigo mesma e a maldade está nos olhos de quem vê”, comenta a atendente Claudia Soares de Amorim, 18 anos.

“As calcinhas mini me deixam mais segura da minha sensualidade, o que não quer dizer que estou em liquidação”, opinou Claudia de forma enfática.

Em lojas consultadas pela reportagem, a procura pelas menorzinhas representa mais de 60% das vendas de calcinhas. As de tipo fio estão no topo do consumo, inclusive dos biquínis. É uma febre, principalmente pela qualidade e conforto, tecido e cores.

As rosas e tons assemelhados são as mais procuradas. Para noites calientes, o vermelho e o preto. Para o dia a dia, o básico as contentam, mas sem perder a ternura.

“Antigamente, muitas delas ficavam com receio de usar as menorzinhas, acreditando que seriam mal vistas. Agora, não. O que elas querem é um produto ousado, sexy e bem feito, mas que não fira a imagem de feminilidade que toda mulher possui”, afirmou uma comerciária de loja na XV de Novembro, no Centro.

Da Gazeta Itapirense

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