MÉDICO GOLPISTA DEU 85 ATENDIMENTOS NO GUAÇU

O médico Gustavo Fonseca dos Santos, 30, foi preso nesta quinta-feira, em Mogi Mirim, por falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Ele usava um CRM pertencente a um médico de mesmo nome, e não estava com o diploma da Faculdade de Medicina de Santa Cruz de La Sierra validado no Brasil. Santos deu seis plantões no Hospital Municipal de Itapira no ano passado.

No Guaçu, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, Santos chegou a atender como plantonista, em plantão diurno, mas apenas um dia, em 27 de fevereiro deste ano, em substituição ao médico plantonista então escalado e que o chamou para atender em seu lugar pela empresa. Ao todo, prestou 85 atendimentos, dos quais não há registro de qualquer reclamação.

Não se trata da mesma empresa que presta serviços à Santa Casa de Mogi Mirim. O Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos” mantém, desde dezembro de 2014, através de licitação, contrato com a empresa ICV (Instituto Ciência da Vida), de Sorocaba.

A empresa prestação de serviços médicos de plantão no HMTR e serviços subordinados de pronto atendimento, que são o PPA (Posto de Pronto Atendimento) e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Novo II, além de especialistas para o Centro de Especialidades Médicas. Os profissionais são requisitados conforme as necessidades de demanda.

Em Itapira, a contratação do golpista aconteceu através da empresa IDEAIS – Instituto de Desenvolvimento Estratégico e Assistência Integral à Saúde.

A empresa é terceirizada e foi contratada pela Secretaria de Saúde por meio de pregão público para fornecimento de mão-de-obra médica ao HMI.

A empresa estava qualificada e apresentou, naquele certame, as qualificações exigidas em lei. Contudo, o contrato com o Hospital Municipal foi encerrado, meses antes da prisão de Gustavo Santos.

A Secretaria de Saúde alertou que a responsabilidade da escala de plantões, com a indicação dos profissionais médicos, era feita pela própria IDEAIS, conforme determinado em contrato, sem prévio conhecimento da administração do Hospital Municipal.

Após ser preso, quinta-feira, em  Mogi Mirim, Santos informou às autoridades que atuou na Santa Casa daquela cidade, e concedeu plantões em Itapira, no Hospital Municipal, e no Hospital Municipal de Mogi Guaçu, confirmado pela secretaria de comunicação da prefeitura guaçuana.

Santos era formado na Bolívia, mas não tinha licença para  trabalhar no Brasil. O golpista utilizou um registro de CRM (Conselho Regional de Medicina) de outro médico, com nome semelhante, mas que trabalha em São Paulo.

O golpe foi idealizado por meio da utilização do nome encontrado na internet. Para caprichar, Santos passou a usar o ‘CRM’ do outro médico. Deu no que deu.

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