“LÍDERES ESQUECERAM DAS MARACUTAIAS DO GUAÇU NAS MANIFESTAÇÕES”

Os supostos líderes das manifestações do dia 16 cobraram a conta do PT, mas esqueceram de cobrar a conta dos corruptos de todos os partidos. Pior ainda, na manifestação ocorrida no campo da Brahma, omitiram as maracutaias ocorridas atrás dos panos em Mogi Guaçu, além de não apresentarem projetos que viabilizem a participação social.

Uns chamam isso de alienação. Outros de esperteza.

O presidente do diretório municipal do PSol, o professor André Oliveira, que esteve no risível ato do último domingo, criticou as lideranças do movimento por não terem uma agenda definida e ampla.

“Foi apenas uma manifestação contra o PT, nada de mais concreto, pois faltou mais empenho por se preocupar com causas da nossa cidade. Uma pena”, avalia.

Segundo o professor, os manifestantes deveriam mencionar o elevado número de cargos em comissão, assim como o altíssimo valor dos salários dos vereadores, além de outros pontos que envolvem o dinheiro público.

“Se fossem contra a corrupção, deveriam falar sobre a nossa cidade e o Estado também. Sem isso, é pura omissão”, alude. “É possível dizer que parte dos manifestantes é, sim, cúmplice da corrupção, justamente por varrerem para debaixo do tapete as maracutaias dos partidos que eles defendem”, sentenciou.

Para combater este samba do crioulo doido, André Oliveira defende propostas como o projeto de iniciativa popular, que visa, dentre outras iniciativas, a redução dos salários dos vereadores, hoje em torno de R$ 7 mil.

Em Jacarezinho (PR), um projeto de iniciativa popular, que previa a redução dos salários dos parlamentares dos atuais R$ 6,2 mil para apenas um salário mínimo, fez o presidente do legislativo sair escoltado por um camburão. É que o vereador tentou enrolar os cidadãos, que se revoltaram com a atitude.

Aqui no Guaçu, um vereador acusado de usar carro oficial de maneira indevida participou do ato, dia 16, e ninguém falou nada. Outro vereador mantinha um assessor cuja esposa pegava grana do bolsa família havia 3 anos, e ficou tudo por isso mesmo. Silêncio puro, apesar da denúncia na imprensa local.
“A iniciativa popular é perfeitamente possível com o ingresso, no Legislativo, desde que abalizada por uma porcentagem de eleitores. Mas é preciso saber se a Lei Orgânica do Município prevê esta demanda”, declara.

O presidente do PSol não está sozinho da empreitada.

A repórter Claudia Varejão Wallim apresenta matérias bombásticas de iniciativas populares que preveem a redução dos salários dos vereadores, e cobra outras pautas claras para o fim da corrupção.

São pautas elaboradas, uma agenda propositiva, bem diferente do MBL local, sem pé e nem cabeça.

Claudia possui um face. Portanto é fácil de acessar e aprender, e seguir quem tem algo de bom para acrescentar – e não quem pratica gritarias e publica posts merdas no facebook.

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