JORNAIS DA BAIXA MOGIANA PASSAM POR CRISE E ADEQUAÇÕES

A crise econômica atingiu as principais empresas jornalísticas do país, em especial as que editam impressos. Praticamente todas passam por  adequações. Grandes grupos como Folha, Estadão (em estado comatoso), Globo, Zero Hora, dentre muitos outros, e até a porcaria da editoria abril demitiram e estão com a corda no pescoço.

Na Baixa Mogiana não seria diferente, claro.

Jornais seminais e importantes pela sua tradição cortam na própria carne.  Salários atrasados de jornalistas e funcionários – em quantidade de dias escandalosa – passaram a ser rotina. O piso não vem sendo respeitado e ocasiona problemas para as empresas na Justiça do Trabalho. É a nova tônica editoral.

O maior jornal da região, a Gazeta Guaçuana, demitiu três funcionários – sendo 2 na última semana – e migrou parcialmente para a plataforma online. Também enxugou uma edição semanal, a de quinta-feira, para manter a qualidade e os pagamentos  intactos.

Em Mogi Mirim, a situação de O Impacto, segundo relatos, é de dificuldades.

A publicação, que fora reativada partir de um ideal de um jornalista, passaria por sufocos financeiros inimagináveis, em especial desde que perdeu os ‘atos oficiais’ da prefeitura mogimiriana, e pode mesmo fechar as portas a qualquer momento.

Em Itapira, o jornal Cidade praticamente migrou para o online, com diminuição drástica do número de páginas, praxe nestes dias bicudos em todos os jornais. Há rumores de que o fechamento de Cidade seja iminente – para dezembro, mantendo uma equipe enxuta apenas no website.

A internet e o Facebook contribuem decisivamente para o arrocho dos impressos locais. As redes sociais estão aí e ficarão para sempre, e tiram a atração dos jornais porque as matérias ficam velhas antes mesmo de serem editadas. O perfil do jornalista tradicional, de sair e voltar para sua cadeira de arrogância está com os dias contados. Isto é coisa do século XX.

Algo precisa ser feito, já que a qualidade da informação das empresas de impressos contribui para o espírito crítico da população. Não é de se comemorar: os jornais fazem uma falta danada.

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