ITAPIRA PODE ENSINAR O GUAÇU A FAZER CULTURA COM POUCO DINHEIRO. BASTA QUERER

Com uma extensa agenda de eventos durante todo o ano, a Secretaria de Cultura de Itapira já exporta o modelo de gestão para cidades como Águas de Lindóia, considerada uma das capitais do Circuito das Águas.

O segredo para o sucesso é simples, segundo o secretário Marcelo Iamarino. “Buscar parcerias, estabelecer uma sintonia fina com os agentes e empresários locais, contar com o apoio de políticos do quilate do deputado Barros Munhoz, e também com um prefeito que gosta de cultura e que cobra resultados na área”.

Veja o exemplo de Itapira, que poderia ser seguido em Mogi Guaçu. Infelizmente não é.


Como é a gestão da pasta da Cultura em Itapira?

Marcelo Dragone Iamarino – é importante destacar que pegamos uma secretaria depauperada, oriunda de uma administração que não investia na causa cultural. Antes via os eventos como gastos e não investimentos. Partimos, então, para as ações. Traçamos objetivos e viramos a página. Isto porque é mais fácil ficar criticando o que não foi feito pelo passado. Quem fica criticando o passado mostra que tem incompetência para o presente, e assim deixa de realizar efetivamente. As pessoas acabam esquecendo o passado e visam apenas o agora. Desta forma, optamos por fazer, por ser criticado pelo o que fazemos – e não pelo que deixamos de realizar.

O que está sendo realizado?

Marcelo Iamarino – estabelecemos prioridades. A primeira era tirar a cidade do ostracismo cultural. Então, a mola mestra foi realizar e agir. Mas como agir sem dinheiro? O foco se concentrou nas parcerias. Entendemos que o secretário de Cultura que não faz acontecer é antes de tudo tão só político que faz politicagem e recebe seu salário sem dar contrapartida para a população. O fomento das políticas públicas na cultura precisa vigorar metas que alavanquem várias áreas: teatro, música, dança, patrimônio, incentivo a aulas de circo, musicalização para crianças, exposições, cinema, dentre outros. É o que estamos fazendo.

Como funcionam as parcerias?

Marcelo Iamarino – é claro que só com vontade não se consegue nada. Mas sem vontade, sem se levantar da cadeira e não correr atrás é que nada acontece mesmo. Em primeiro lugar, contamos com o apoio imprescindível do deputado Barros Munhoz, que abriu as portas do seu gabinete em São Paulo e ainda nos facultou uma porteira aberta nos canais certos do Governo do Estado e na Secretaria de Cultura de SP.
Também buscamos parcerias com os empresários da cidade e região, que investem em eventos culturais. O resultado disso tudo tem sido excelente.

Pode citar como?

Marcelo Iamarino – olha, é preciso dizer que não são apenas os eventos grandes que conta na hora H. Não adianta trazer mega eventos de um ou dois dias sem dar espaço para quem é da terra. Enfatizamos a produção local e genuinamente itapirense. Creio que há coisas bem legais acontecendo na cidade e que não tinha espaço anteriormente. Mas criticar o passado, como disse anteriormente, só demonstraria a nossa incapacidade de levar adiante uma pasta tão importante como é a cultura.

O prefeito Paganini é atuante e gosta da cultura. Ele próprio vai nos eventos e nos estimula a seguir adiante. Entende que a cultura é fundamental para a qualidade de vida da população.

Desta forma, resgatamos o carnaval com imenso sucesso. Trouxemos e está em pleno vigor o Circuito Cultural com eventos de imensa qualidade. Temos em segunda edição o Festival de Inverno. Valorizamos o teatro local e a Paixão de Cristo. Damos valor às festas populares como a centenária Festa de Maio e a Festa de São José, no distrito do Barão. Demos apoio ao Motor Rock e agora vamos realizar o Movimento Cultural em dois dias deste mês de maio, com o espírito da Virada Cultural, só que com pessoas da cidade e realizada em diversas áreas de Itapira.

Não nos esquecemos das exposições e do resgate da nossa biblioteca pública. São mais de dois mil e setecentos livros adquiridos sem custo algum para a Prefeitura.

E o resultado disso tudo?

Marcelo Iamarino – quando se fala em cultura não se pode dormir no ponto. Realizar um evento aqui e acolá não dá certo. É preciso fomentar uma agenda constante e usar a criatividade. O resultado é excelente até o momento. Estamos criando, dentro das nossas possibilidades, um público consumidor de cultura. Aos poucos, nós vamos atingindo novos patamares. Ao ponto de cidades, como Águas de Lindóia, virem conhecer nosso exemplo de gestão.

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