ITAPIRA: GREVE TEM ADESÃO PARCIAL E GERA CRÍTICAS DE MÃES DE ALUNOS

Após decidir pela paralisação de três dias com o objetivo de abrir novas negociações com a Prefeitura, o movimento grevista dos servidores municipais, neste momento, conta com a adesão especificamente de profissionais da Educação e parte da Guarda Civil Municipal.

Na Saúde, o Pronto Socorro funciona normalmente, e de acordo com funcionários de dentro do Hospital Municipal, a unidade não interrompeu o atendimento à população, embora o Sindicato dos Servidores diga o contrário. As demais repartições públicas municipais dão expediente como se o movimento não existisse.

Na GM, apenas 30% dos guardas mantêm-se em atividade, segundo informações da Secom. A corporação segue orientações do jurídico da Federação dos Servidores para manter o mínimo de efetivo legal em atuação. Os 70% restantes estão aquartelados, mas o governo do Estado, por meio da PM, vai enviar um esforço especializado para que a população de Itapira não fique prejudicada com a paralisação dos gcm’s.

O sindicalista da cidade de Suzano, Claudio Aparecido Santos, o Ted, está em Itapira e menciona alguns refrões por meio do alto falante de um camiãozinho de som da própria Federação.

O veículo está estacionado em frente do Paço Municipal, na tentativa de obter nova rodada de negociações. Vale lembrar, porém, que a movimentação é pacífica.

Ted confirmou ao JG que a Federação ‘importou’ 20 ‘companheiros’ para dar apoio ao movimento em nossa cidade, mas descartou que a paralisação seja política.

A presidente do SSPMI, Cristina Gomes, que curte 15 minutos de fama contra o atual governo, mas nunca incomodou a gestão passada, a mesma que deixou de dar reajuste aos servidores em 5 dos 8 anos de administração Novo Tempo (2005-2012).

“Foi uma decisão da categoria àquela época”, declarou a sindicalista, que alega que pressões para que os trabalhadores não aderissem à paralisação tiveram um efeito rebote, isto é, fizeram com que parte deles ficasse insatisfeita.

Por sua vez, a prefeitura, através da assessoria de comunicação, nega veemente este tipo de expediente. A ‘comunicação’ informa, no entanto, que a administração defende o direito de quem deseja trabalhar..


CRÍTICAS DA POPULAÇÃO

Se deparando com portões fechados nas creches (CEIs), mães voltaram com mãos abanando para suas casas. Críticas contra a greve, que luta por melhores índices de reajuste de salários, apinharam as redes sociais e confirmam que parcela considerável da população itapirense não apoia o movimento grevista.

“Jesus!!!, sem creche…não acredito”, exclamou Jussara Lamari no facebook. Já Daniele Pedroso admitiu: “Socorro! Eu sou uma dessas mães solteiras que precisa da creche para poder trabalhar, como eu fico?”. “Resolvam logo isso aí, que tive que trazer meu filho pro trabalho!!! espero que amanhã ele possa entrar na escola!!!”, observou Letícia Pelegrini. Já Sonia Pereira foi taxativa: “sou totalmente contra a greve”

Vale dizer que ainda que em torno de 85 pessoas, contando com os piqueteiros importados, caminharam por algumas ruas do centro de Itapira.

Na ocasião, os manifestantes expuseram em público os motivos de terem cruzado os braços. Logo depois, retornaram para frente do Paço Municipal, onde dão sequência ao movimento até às 17h.

A proposta da Prefeitura foi de reajuste de 6,28% no salário, abono de R$ 100,00 pago em junho, julho e agosto; reajuste do tíquete alimentação de 10% (indo a R$ 275,00), reajuste do abono assiduidade em 10% (passando para R$ 55,00) e tíquete Natal em 10%, indo a R$ 110,00.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *