ITAPIRA DECRETA ESTADO DE ALERTA E PASSA A MULTAR QUEM DESPERDIÇA ÁGUA

O prefeito Paganini decretou estado de alerta por causa da possibilidade de faltar água para o consumo humano em Itapira.

O decreto foi publicado no Jornal Oficial nesta sexta-feira e impõe até multas para quem for pego desperdiçando água: lavar calçadas, molhar ruas, lavar veículos em residências, ruas e calçadas com utilização de mangueiras, além de outras formas de desperdício e uso irracional de água.

Uma equipe de fiscais do SAEE, composta de 12 pessoas, estará as postos para fiscalizar o desperdício. A primeira advertência será verbal, seguida de uma notificação e controle do fornecimento de água para a residência na ordem de 15 metros cúbicos (consumo mínimo), além de aplicação de multa de 20 unidades fiscais do municípios (UFIM), aproximadamente R$ 50,00; e corte do fornecimento de água em caso de reincidência.
Vale lembrar que a multa pode ser dobrada e o cancelamento de água adotado em períodos duplos de tempo caso o sem noção continue a desperdiçar água.

A adoção destas medidas drásticas acontece após vazão do Ribeirão da Penha cair para níveis baixíssimos. Na quarta-feira, por exemplo, a altura do espelho d’água era de 40 centímetros e a vazão praticamente semelhante ao consumo total do município, em torno de 300 litros por segundo. 

Além destas medidas que mexem no bolso do consumidor, o governo Paganini não deixou por menos e empresas que deitavam e rolavam foram chamadas na chincha.

De acordo com o presidente do SAAE, José Armando Mantuan, as cerâmicas estão proibidas de lançar argila e areia antes da captação da água, assim como estão cassadas as outorgas de fazendas que utilizavam a água do Ribeirão da Penha na plantação.

Com isto, a espécie de reserva técnica garante o incremento de quase 400 milhões de litros e isto fez com que o nível do Ribeirão subisse para 1,12 metros na quinta, com uma vazão equivalente a  290 litros por segundo. Além disso, todos os reservatórios da cidade estão com a capacidade praticamente cheia.

Vale lembrar que o SAAE ainda impermeabilizou a calha do manancial na altura da captação. A intervenção, que conta com o aval do DAEE (Departamento de Água e Esgoto do Estado de SP) impede que excedente se escoe por entre as pedras. Outra medida que está em vigor visa impedir que a captação exceda os 350 litros por segundo, fazendo com que a água retorne ao leito sem um uso racional. “Temos capacidade de suportar a seca total do Ribeirão da Penha por um mês seguido”, comentou Mantuan.

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