ITAPIRA ANALISA SUSPEITA DE 2 MORTES POR DENGUE; GUAÇU EM EMERGÊNCIA

O laboratório Adolfo Lutz recebeu o plasma de duas pessoas que podem ter morrido com suspeita de dengue em Itapira. O material coletado foi enviado pela Secretaria Municipal de Saúde a São Paulo e o Lutz tem 60 dias para emitir um laudo.

Até agora, os casos positivos somam 1.715 em 2015 na cidade vizinha, mas todas as medidas para vencer a dengue estão em vigor: fumacê, busca ativa, nebulização costal, atendimento a suspeitos e infectados, além de autuações e multas.

A cidade está em verdadeira guerra contra o transmissor Aedes. Todas as UBS estão em atendimento 24h também aos finais de semana, e exames rápidos são executados com resultados saindo em 20 minutos.

As aquisições de medicamentos quadruplicaram e ninguém fica sem atendimento. Isso sem falar na implantação de uma sala de monitoramento diário da dengue e dos mutirões de limpeza todos os dias.

Já no Guaçu, novas medidas estão sendo adotadas para intensificar as ações de combate ao mosquito. A principal medida é a ampliação do número de equipes, de cinco para oito, que realizam a aplicação de inseticida através de nebulizadores costais para eliminar o Aedes em sua forma alada, isto é, o mosquito adulto.

Mogi Guaçu soma aproximadamente 370 casos em 2015, com 650 notificações, das quais 221 ainda aguardam os resultados dos exames. A operação se concentra principalmente nos bairros da zona Sul, onde está a maior infestação.

Nestes bairros, as Unidades Básicas de Saúde da Zona Sul e do Jardim Guaçu-Mirim registram cerca de 80% dos casos positivos, e a unidades passam a atender aos pacientes infectados.

Mogi Guaçu foi classificado como município em estado de emergência após ultrapassar 150 casos positivos, conforme relatório do último dia 5. Para atender a demanda, a Saúde comprou uma quantidade emergencial soro no valor de R$ 80 mil para suprir os dois postos, além do PS do HMTR e do PPA.

OPINIÃO DO JG

A população tem sim grande parcela de responsabilidade nos casos positivos de dengue. Há uma negligência ímpar por parte dos cidadãos em relação aos criadouros. Vale frisar que o combate ao mosquito não é só coisa da Secretaria de Saúde, mas em especial da Secretaria de Serviços Municipais, da Educação, dentre outras, para não falar de todas. É injusto colocar tudo sobre os ombros da secretária de Saúde, Clara
Além disso, a utilização política dos casos positivos revela, de um lado, o fator sórdido com relação à doença…e, por outro, o descompromisso para com a própria cidade.

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