ÍNCRIVEL: CONVERSAMOS COM O HOMEM QUE PROMETE ENCONTRAR ÁGUA COM RADIESTESIA

O radiestesista Imre Lajos Gridi-Papp está fazendo história. Com 83 anos, o agrônomo aposentado do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), colocou a radiestesia no centro dos debates da crise hídrica como uma solução para os tempos bicudos de seca.

O JG conversou com o técnico que jura descobrir veios e reservatórios de água em locais onde a coisa parece estar esturricada.

Imre marca poços com haste metálica flexível feita de aço maleável. Ao segurar o apetrecho com as mãos, em frente ao quadril, consegue sentir se existe água metros abaixo dos seus pés, onde estaria o veio.

“Se a mola subir, não tem água, mas se descer, há curso de água, sendo ainda possível auferir a vazão e a profundidade”, comentou.

O agrônomo explicou que não se trata de achismo, mas de ciência aliada à técnica que aprendeu com o tio húngaro, que também era radiestesista dos bons lá na Hungria.

A radiestesia é muito antiga, mas ficou marcada pelo apelo exotérico, porém convém dizer que surgem citações da técnica no Velho Testamento da Bíblia. Mas é muito questionada no meio acadêmico porque o seu saber não se aprende nas universidades.

De acordo com a Associação Brasileira de Radiestesia e Radiônica, é possível, sim, detectar sinais de água com a ajuda de um instrumento simples, que pode ser um galho de árvore em formato de forquilha ou uma mola metálica.

Imre explica que a Terra é um grande ímã que emite um forte campo magnético, o que não deixa de ser verdade, pois basta saber que as bússolas gravitam seus ponteiros aos polos.

“Se entre a imanação e a superfície houver água, isso acaba gerando graduações de potencial elétrico”, adverte o radiestesista.

Mas para descobrir a água, é preciso treinar a mente e usar a técnica corretamente para identificar as alterações da liberação dos micromovimentos por meio do instrumento adequado. Para tanto, o radiestesista precisa conhecer conceitos medianos sobre geologia, química, física e biologia.

“Não é algo aleatório, um chutômetro, porque é preciso fazer inferências a partir de dados da ciência, e o fato de ser agrônomo, formado pela USP, me ajuda bastante”, comentou o vovô estudioso.

Segundo Imre, a água boa vem da crosta, sendo que a chuva interpenetra nas camadas da terra naturalmente. “A água surge com 22 mil metros de profundidade, produzida isto sim a partir da camada da crosta, onde acontecem atividades e transformações químicas”, cita.

Para o atual período de seca, o pesquisador avalia que é um estágio natural de períodos de entressafra aliado às manchas solares mais fortes. “Não que eu afirme isso como verdade pura, mas são as evidências”, opina.

Nascido em outubro de 1930 em Istambul, na Turquia, Imre (lê-se IN-MI-RRE) foi registrado na Embaixada da Hungria e para este país se mudou em 1932. Ficou até 1945. Imigrou em seguida para a Alemanha e depois para a França. Chegou ao Brasil em 1952 e se formou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq), da USP, em Piracicaba.

Trabalhou no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), de 1961 a 1993, e no órgão se aposentou.

Escreveu um livro famoso, ‘A Vida Brota das Águas Subterrâneas: uma Vista Radiestésica’ já esgotado, mas há edições em inglês nos sebos virtuais.

Imre conta que outros instrumentos também são usados para achar água subterrânea. “Moisés, no Êxodo, usou um cajado para saciar a sede do seu povo pelo deserto, e fez jorrar água da rocha com uma vara”.

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