IDOSOS DÃO LIÇÃO DE VIDA POR AMOR AO TRABALHO

Em 1º de outubro celebrou-se o Dia do Idoso no Brasil, conforme a Lei nº 10.741, que tornou vigente o Estatuto do Idoso. O Estado brasileiro inseriu a figura do idoso no âmbito da política nacional por meio do Conselho Nacional do Idoso.

No Brasil, ainda persiste a figura do idoso arrimo de família. Muitos sustentam seus filhos ainda ou cuidam economicamente dos netos. Outros permanecem na ativa por longos anos para complementar a aposentadoria, enquanto que parte considerável deseja continuar trabalhando simplesmente porque amam o trabalho, mesmo com idades bastante avançadas.

É o caso dos casal de itapirenses Geraldo Alves de Godoy e de dona Luiza Antonazi Forato, moradores do Istor Luppi, em Itapira. 

Seo Geraldo possui 73 anos, enquanto que a esposa já chegou aos 79 anos. Chamaram a atenção por publicar no classificadão da Gazeta Itapirense, o mais lido de Itapira, um anúncio solicitando emprego de caseiros.

A reportagem conheceu um pouco mais os simpático casal e descobriu que, após 55 anos de casados, a chama do amor continua viva como nos tempos de juventude.

Trabalhar para eles é como um elixir da vida. “Ficar parado não passa as horas, a gente fica preguiçoso e barrigudo”, comentou seo Geraldo, que se disse especialista em plantação diversa e na lida braba da roça. “Realmente, preguiça não é com a gente”, completou dona Luiza.

No ano passado, por exemplo, se encheram de brios e subiram em um ônibus de rurais para apanhar café em uma fazenda às margens da rodovia Itapira-lindóia.  “Nós gostamos de trabalhar no campo. Quem nos contratar pode ter a certeza de que somos honestos, e que cuidaremos de tudo com carinho como se fosse nosso. Ainda por cima, nos ajudará a sair do aluguel”, afirmou os idosos.

SEM PARAR – quem também é exemplo de vida é a dona Maria Cândido do Nascimento, 85 anos, moradora do Jardim Magali. Em 1970 veio de Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais, casada. Jovem ainda, com o marido manteve o sonho da casa própria para constituir uma família bem estruturada.

Em 1971 se mudou para a casa onde mora até hoje. Dois anos depois quitaram as prestações do imóvel humilde, de 4 cômodos. Para tanto, ela não teve medo de enfrentar o sol quente da roça, onde puxou-rapa, ou seja, carpiu metros e metros de campo diariamente.

Por esta época começou a cuidar de um terreno ao lado da residência. Ela e o esposo cercaram o lote pertencente a uma família paulistana. Passados quase 45 anos, ainda hoje cuida do imóvel. E lembrando os tempos de rural cultiva plantas medicinais que levam saúde para a família toda. Também planta hortaliças e cuida do cachorro, Duque.

Dona Maria é a imagem da alegria e do ser compassivo. Adora fazer tricô, crochê e costurar mantas, um dom que nunca deixou de cultivar. Outra especialidade é fazer os sabões caseiros, aqueles que limpam só de ver. Também adora cozinhar no fogão à lenha de casa. “Sou muito feliz”, disse a senhora tranquila, mãe de dois filhos: Zé e Cida.

 

PUBLICADO ORIGINALMENTE NA GAZETA ITAPIRENSE

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