HÉLIO MIACHON DÁ ENTREVISTA PRA INGLÊS VER

Macaco velho, o ex-prefeito Hélio Miachon, não quis entrar em dividida com Caveanha na entrevista à Gazeta, publicada na edição desta terça-feira. Hélio, simplesmente, disse que fecha com Walter e fim de papo. Obviamente, brigar neste momento não é o melhor caminho. Isto está fora de cogitação. Mesmo no que vem, Miachon Bueno não vai brigar, sendo candidato ou não.

Hélio avalizou a candidatura de Walter em 2012, no limiar do governo Paulinho, que, caindo pelas tabelas, só precisava de um empurrãozinho para ir a um recanto da história e virar fagulha. É certo que um poste (coisa que o atual prefeito não é, diga-se e ressalta-se) se elegeria naquele ano, em virtude de uma administração em frangalhos, que se despedia melancolicamente

Miachon Bueno é um político sabido e esperto. Ele sabe que não convém dizer – agora – que vai ser candidato a prefeito.  A entrevista foi pra inglês ver. Melhor dizendo. A Gazeta fez o papel dela como meio de informação. E fê-lo de forma correta e isenta. Entrevistou um político que está em evidência novamente, que pode ser candidato a prefeito de novo, cujo nome está em todas as rodinhas e reuniões. E que todo mundo desejava saber o que pensa.

Vale dizer que Hélio possui compreensão que uma declaração do tipo ‘serei candidato a prefeito’, mesmo na intimidade, tem poder de rastrilho e deverá, com certeza, detonar uma bomba relógio dentro da atual gestão, por meio de uma debandada geral de apoiadores que estão empregados.
 
Noves fora, o jogo do poder tem nuances imponderáveis.

Hélio ‘tem’ cargos graúdos e essenciais na administração Walter. Mexer nisso, agora, pode desandar o mingau. Comissionados querem receber a grana sagrada de cada mês labutado. Ninguém iria deixar a administração só porque Hélio, agora, seria candidato em outubro de 2016. No ano que vem, porém, são outros R$quinhentos.

Outra coisa, a entrevista, sem dúvida alguma, tem o lenitivo de trazer calma à governança.

Mas, ninguém do núcleo duro de Walter acredita que Hélio não queira ser candidato. São pessoas experimentadas na lides políticas. Sabem que a declarações do ex-prefeito servem apenas para dar uma arrumação momentânea, em especial a quem está no meio do termo da administração, nem no alto cargo e nem no rabicho; são palavras  direcionadas às pessoas que ainda acreditam que a política não seja como nuvem, que não mudam ao sabor do vento.

Vale lembrar que a reeleição, em todos os níveis (municipal, estadual e federal), pode nem acontecer, por força da reforma política que graça no Congresso. Aí, uma composição de Caveanha com Hélio ficaria mais fácil e sem muitos entraves.

Marx escreveu que a história se repete como farsa. Os agentes da história são quem detêm o poder. Ver uma ‘briga’ entre Hélio e Caveanha de novo, na metade da segunda década do século XXI, inaugurará o fim de um ciclo que dominou o Guaçu por 40 anos do século passado. Enfim, Hélio poderá, sim, fechar sua contribuição como prefeito com mais um mandato, o quarto.

Todavia, é preciso dizer que, se Walter puder ser candidato à reeleição, não é carta fora do baralho. Não vai se entregar de mão beijada, e duvido que acredite que a derrota seja o seu destino. Convenhamos, pessoal: aqueles olhos azuis sabem ver longe também.

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