GUAÇUANOS RESPONDEM: A PENA DE MORTE VALE A PENA?

A pena capital imputada a dois brasileiros por causa de tráfico de drogas, na Indonésia, reacendeu a polêmica sobre o assunto no Brasil. No Guaçu o assunto não passou indiferente também.

Para quem é a favor, a pena é uma medida exemplar para conter delitos mais graves, como o próprio tráfico, a pedofilia e os crimes sexuais contra mulheres e vulneráveis. Mas será que a decisão traz mais paz social e sensação de segurança?

A auxiliar de escritório Fernanda Bueno integra o grupo de pessoas que defendem a morte para os delitos mais sérios, os chamados hediondos.

“Geralmente são crimes que chocam e merecem uma punição exemplar como lição para evitar que outros cometam a mesma coisa”, alude.

Mas nem todos defendem a pena de morte por acreditar que a vida humana é o bem mais precioso que existe.

O soldador Evérton Alvarenga declara que somente Deus é quem pode dispor sobre os destinos existenciais de terceiros. “Nenhuma pessoa ou governo pode tirar a vida de ninguém. Quem sabe disso é só Deus”, alude.

O escritor e palestrante espírita Sergio Villar mencionou ‘O Livros dos Espíritos’ para afirmar que é um equívoco defender a pena de morte como solução para os problemas criminais.

“Quem de fato acredita na vida após a morte compreende que todas as pessoas nasceram para evoluir, portanto são passíveis de erros, porém não se trata de ser condescendente com os criminosos, mas defender a vida como bem supremo de Deus”, explica.

O biólogo Ricardo Salek, praticante do Centro Budista Kadampa, de Campinas, confirma que, no budismo, quando alguém comete uma ação não virtuosa pode estar confuso e deludido (em engano e logrado pelo seu eu). Estaria ainda sem nenhum controle de sua mente e, portanto, para progredir é fundamental praticar as boas virtudes.

“Os budistas não são ingênuos, mas vale lembrar que o bom senso deve ser levado em consideração. Se a pessoa que foi condenada a pena de morte é um perigo para as demais pessoas, deverá ser mantida longe da população e cumprir pena de acordo com as leis”, explica.

 

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