GUAÇU FICA EM 4.422 LUGAR EM REPRESENTATIVIDADE FEMININA. CANDIDATOS COMENTAM

Mogi Guaçu é uma das mais desiguais cidades do Brasil em termos de representatividade feminina na disputa com um cargo eletivo nas eleições 2016. Ocupa a desonrosa colocação de número 4.422 dentre 5.570 municípios brasileiros em termos de paridade de gêneros.

Aqui em nossa cidade, as mulheres no eleitorado totalizam 52,%, contudo, elas são entre os candidatos apenas 35,5%.

O montante é inferior a 32,4% ao percentual do total de eleitoras,  sendo ainda mais vergonhoso se comparada á vizinha Mogi Mirim, que ficou na 1457ª colocação dentre os mais desiguais do país em termos de paridade de gênero “mulher X homem” nas eleições deste ano.

Apesar de ainda inferior a um terço das candidaturas, a representatividade das mulheres cresceu desde que foi instituído o percentual mínimo de 30% para cada um dos sexos. Nas eleições anteriores à regra, em 2008, as candidaturas femininas respondiam por 21% do total.

Foi o que mencionou reportagem da revista Carta Capital, que realizou a pesquisa e a disponibilizou em seu site, tendo como base os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

REPERCUSSÃO

O vereador Ivens Chiarelli (PTB), candidato à reeleição, considerou como lamentável a colocação de Mogi Guaçu na pesquisa, mas confirmou que tem procurado estimular a participação feminina na política local.

“A nossa trajetória política evidencia a luta para que as mulheres participem da vida pública de maneira ampla, e creio que o atual governo municipal também contribui para que a representatividade feminina no Executivo seja significativa”, ressaltou.

O vice prefeito Marçal Georges Damião (SD), candidato a vereador, comentou que a sua trajetória no movimento sindical sempre teve como preocupação dar espaço para as mulheres participarem das decisões.

“Como vereador, este objetivo continuou e agora busco enfatizar que as mulheres são importantes para uma sociedade mais igualitária”, advertiu.

O também vereador Luís Zanco da Farmácia, do PTC, que postula a reeleição, confirma que as mulheres são um dos pilares das famílias. Ele disse ainda que dar a elas oportunidades iguais não é favor nenhum. “São conquistas que precisam ser garantidas de forma concreta e ampliadas”, declarou.

Por sua vez, o presidente do PPS guaçuano, o advogado Mário Antonio Zaia, observou que os partidos políticos no município precisam  avançar além dos 30% da cota institucional que garantam às mulheres participação nas eleições como candidatas.

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