GCM ALQUIMISTA PRODUZ REAGENTE MISTERIOSO QUE DESCOBRE METAIS

O guarda municipal José Luís, o Ludo, é o único alquimista ainda em atividade da região. Assim ele se considera. Há mais de 25 anos, o gcm de 58 anos é um profundo conhecedor de práticas que ajudam a identificar metais onde, aparentemente, não haveria a menor chance de encontrá-los. Seu segredo guardado a setes chaves é um reagente poderoso. A fórmula secreta ele não conta de jeito nenhum. Ludo mora em Itapira.

Ludo declara que seus estudos práticos o levaram a separar metais, inclusive preciosos, da matéria orgânica. Não se trata de conseguir simplesmente ouro, por exemplo, pela transmutação de compostos químicos, naquele sentido alquimista do termo.
Mas de obter materiais que estão presentes na própria natureza, como os hidróxidos, por exemplos, por meio de compostos que identificam metais em substâncias sem quaisquer aparências específicas.

“Já consegui extrair ferro, cobre, ouro e prata com o meu reagente, através de estudos próprios, muito além dos livros que se dizem alquímicos. É uma busca pessoal, inclusive naquele sentido filosófico de conhecer a si mesmo”, adianta.

O guarda municipal, que não desfoca de suas atividades de defensor da sociedade, mantém o recato quando fala nestes assuntos. Sabe que as pessoas não o compreenderiam bem, de maneira geral.

Contudo, não deixa de enfatizar que a peregrinação alquímica da sua vida foi como uma caminhada solitária. “Eu sempre gostei de estudar estes temas, de me aprofundar, mas não apenas pela mera curiosidade”, conta.

O ápice de seus estudos, sem dúvida alguma, foi a descoberta  do tal reagente poderoso. Os ingredientes da fórmula são mantidos sob sigilo absoluto.

Para ele, é algo que não se deve sair divulgando pelos quatro cantos, mesmo porque faz parte de experiências que realiza sazonalmente, de tempos em tempos, no meio da natureza, fora do laboratório que não tem. “Estas experiências são quase sempre no sentido filosófico de aprimoramento do meu ser”, finaliza.

 

Flamel foi o mais famoso

Nicolas Flamel (1330 ou 1340 – 1418) foi um escrivão, copista e vendedor de sucesso francês que ganhou fama de alquimista após seus supostos trabalhos de criação da pedra filosofal.

Segundo a lenda, em torno de 1370, Flamel (foto acima à direita) encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, aparentando hieróglifos.

A história de sua vida poderia ser resumida na guarda deste livro, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Ainda segundo esta história, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago, na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal.

A partir de 1380, Flamel começou a se dedicar à alquimia prática. Segundo conta-se, conseguiu produzir ouro em torno de 1382 e depois finalmente a transmutação em ouro. Cerca de dez anos mais tarde do início dos experimentos, começou a realizar um grande número de obras de caridade como a construção de hospitais, igrejas, abrigos, cemitérios e os decorar com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos e muito ouro.

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