FUNCIONÁRIOS DO SAMU RECLAMAM DE PINDAÍBA E EXIGEM SALÁRIOS EM DIA

Alguns funcionários do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da Baixa Mogiana convocaram a imprensa da região para reclamar de atraso no pagamento de salários, horas-extras não contabilizadas e o reajuste anual dos vencimentos abaixo do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), dentre outros benefícios não atendidos.

O condutor Roniely Gallo, que trabalha na base de Mogi Mirim, tomou a frente das reclamações e expôs a situação verificada em diversas categorias que atuam no SAMU da Baixa Mogiana, como médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e motoristas, todos eles considerados socorristas.

Segundo Gallo, há meses que os salários são integralizados com vários dias de atraso. “O correto é receber no quinto dia útil, mas há muito tempo que nos pagam fora da data correta”, declarou.

Outro problema, ainda de acordo com Gallo, se refere às horas extras; não remuneradas de acordo com o trabalhado, ou seja, abaixo do que seria o correto. “A gente trabalha a mais, dá plantão, e não vê a cor do dinheiro. É uma situação injusta”, relatou o condutor.

Conforme ele, os socorristas de Itapira, Mogi Mirim e Estiva Gerbi seriam os mais afetados pela gestão do Consórcio Intermunicipal de Saúde 8 de Abril, que administra o SAMU.
O condutor reclamou também do reajuste salarial das categorias, que ficou aquém do IPCA de 8,5%. “Tivemos uma reposição de apenas 6%, bem diferente do que acontecia em outros anos, quando seguiam o percentual oriundo das negociações do Sindiçu, o sindicato dos servidores do Mogi Guaçu”, exclamou.

OUTRO LADO – o coordenador geral do Consórcio Intermunicipal de Saúde 8 de Abril, Paulo Mena Barreto, contestou as informações do condutor Roniely Gallo, de Mogi Mirim, e declarou que os atrasos nos salários ocorrem sim, mas são pontuais e nunca além de dois a três dias.

Sobre as horas extras, Barreto alegou que são pagas de forma integral, porém limitada a 60 horas, conforme dispõe a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “E isto foi explicado a todos os funcionários durante reunião”, esclareceu.

Acerca do reajuste de salários, o coordenador do Consórcio 8 de Abril confirmou o percentual de 6% de reposição, definido com os prefeito das cidades que integram o SAMU da Baixa Mogiana: Itapira, Mogi Guaçu, Estiva Gerbi e Mogi Mirim. “É o que as prefeituras podem pagar no momento”, advertiu Barreto.

Segundo ele, o Consorcio está com dificuldades de honrar a folha salarial no quinto dia útil por causa do atraso do repasse do Governo Federal.

“O déficit é mensal e enorme, sendo coberto em 100% pelos municípios. Isto para não deixar o rombo cair de uma vez por todas sobre os ombros dos trabalhadores não só do SAMU, mas de todo o Consórcio”, esclareceu.

One thought on “FUNCIONÁRIOS DO SAMU RECLAMAM DE PINDAÍBA E EXIGEM SALÁRIOS EM DIA

  1. cleofas says:

    KKKK, PEGO DE SURPRESA? CLARO, SE FOSSE UM POUQUINHO ESPERTO E MAIS HONESTO SE LEMBRARIA DOS 2 CASOS DE MOGI GUAÇU AMPLAMENTE DIVULGADO PELA IMPRENSA, QUANDO SE COMETE UM HOMICÍDIO NÃO SE LEVA EM CONTA SE MATOU UM ANÃO OU UM GIGANTE, E SIM QUE TIROU UMA VIDA, NO CASO EM QUESTÃO NÃO IMPORTA O VALOR, IMPROBIDADE É IMPROBIDADE NÃO SE IMPORTANDO SE SÃO R$100,00 OU R$ 100.000,00, OS QUE SE ACHAM ESPERTALHÕES NUNCA IMAGINAM QUE TEM OLHOS ÀS ESPREITAS E PONTO

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