FIM DO BAFAFÁ: PONTE DE FERRO NÃO VAI CAIR

Uma das polêmicas mais estridentes dos últimos anos chegou ao fim. A rachadura que apareceu no asfalto da Ponte de Ferro, símbolo do progresso guaçuano, não vai ser páreo para derrubar a estrutura. Uma pena, já que era para muita gente o algo a quê fazer.

O Bafafá chegou ao fim com uma nota da Prefeitura dando o caso por encerrado e garantindo que a ponte é forte como quem tomava biotônico Fontoura em gemada com ovo de pata: dura como pedra.

O caso atraiu até uma comissão de quatro vereadores, travestidos de engenheiros práticos, para explicar que a rachadura é apenas uma rachadura. São praticamente os mesmos vereadores que saíram em recente selfie ao lado do deputado ‘palhaço’ Tiririca, aquele mesmo da Clementina. Uma glória!

No entanto, todavia e noves fora…desde que o racho apareceu pipocando nas redes sociais, o medo tomou conta de muita gente. O Guaçu viveu dias de pavor. Quase um pânico total.

E daí as mais eloquentes teorias surgiram para garantir que a nossa ponte continuaria como monumento para progresso, destinada a apontar aos guaçuanos as luzes do desenvolvimento, da moral, dos bons costumes crisstãos e da paz…amém.

LEIA A CONCLUSIVA NOTA DA PREFEITURA

De maneira irresponsável, Mogi Guaçu acompanha desde a tarde/noite desta quinta-feira, dia 17, uma enxurrada de publicações referentes à situação da Ponte de Ferro da Avenida dos Trabalhadores, sobre o Rio Mogi Guaçu. Essas “notícias”, divulgadas em mídias sociais e em aplicativos de bate-papo, dão conta do “risco da ponte cair”, devido a uma rachadura que foi identificada em uma das cabeceiras.

Ainda na quinta-feira, a Secretaria de Obras e Viação da Prefeitura de Mogi Guaçu vistoriou a ponte e não encontrou nenhum comprometimento em sua estrutura. Já na manhã desta sexta-feira, dia 18, o secretário de Obras e Viação de Mogi Guaçu, Salvador Franceli, esteve na ponte ao lado do prefeito Walter Caveanha, atestando a segurança daquela passagem.

A Secretaria de Obras explica houve um desgaste na junta de dilatação das placas de protensão de concreto, aplicadas nas duas cabeceiras, o que resultou na fissura do asfalto. Isso se deve, possivelmente, ao tráfego intenso de veículos com excesso de peso na Ponte de Ferro. É proibido o trânsito de veículos com mais de dois eixos na Avenida dos Trabalhadores, neste trecho da ponte.

É por isso que no local existe um radar de restrição veicular. A Secretaria de Obras e Viação já solicitou as imagens dos últimos 15 dias para identificar se o trânsito de veículos pesados pode ter causado o problema na cabeceira da ponte. Motoristas que infringem a lei, conduzindo veículos com três ou mais eixos, são multados e ainda estão propensos a outras sanções previstas no Código Brasileiro de Trânsito.

A Prefeitura de Mogi Guaçu atesta que a Ponte de Ferro não corre o risco de cair, como alardearam estas publicações mentirosas e irresponsáveis. A fissura no asfalto é fruto do desgaste de uma junta feita de borracha. Assim sendo, não existe risco algum para pedestres e motoristas.

Ao invés de um reparo paliativo, a Secretaria de Obras e Viação adotará como iniciativa a contratação de uma empresa especializada em cabeceiras de pontes para apresentar um projeto que evite a repetição deste problema. A intenção é fazer com que a ponte tenha a mesma estabilidade verificada em estruturas semelhantes situadas nas rodovias.

Enquanto o reparo não é feito, o limite de velocidade na Ponte de Ferro será de 20 km/h, para que o asfalto não sofra novas avarias. Por fim, a Prefeitura de Mogi Guaçu pede para que a população consulte órgãos oficiais quando se deparar com alardes como este, uma vez que esse tipo de “informação” gera caos desnecessário e desmedido.

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