FIM DE MUNDO: O USO POLÍTICO DA DENGUE NO GUAÇU

Mogi Guaçu está em estado de alerta por causa da dengue. O número de casos chegou a 53 recentemente e deixou todo mundo de cabelos em pé. A Vigilância Epidemiológica ainda mais, pois o órgão é quem está na linha de frente no combate ao mosquito transmissor.

Colocar em prática as políticas públicas para que surtam efeitos vai uma vida. O povo não colabora e os políticos, de preferência quem é do contra, torce para que a coisa degringole.

Não é de se suspeitar que em Mogi Guaçu haja quem faça figa para que os casos atinjam o nível do alarmante, e com isto entupam os hospitais de doentes; se possível com algumas mortes para engrossar o caldo macabro de oposição – seja ela quem for.

Em um país em que houve a Revolta da Vacina não é de somenos que numa cidade provinciana como o Guaçu, bairrista do jeito que é, operem (para não dizer obrem) para que tudo dê errado e logrem êxito em eleições: tendo como saldo a desgraça alheia.

São os defensores do quanto pior, melhor.

Óbvio que está que o poder público tem que cumprir a sua parte, promover ações no âmbito de sua alçada e ainda propiciar atendimento adequado a quem precise. Porém, a questão cultural da nossa população fala mais alto.

Acostumada aos salvadores da pátria, aos campões de voto que emburreceram a cidade de maneira geral, e ainda aos espertalhões de plantão, não é de se esperar que, daqui a pouco, vão culpar a prefeitura se a dona Maria, acostumada a regar a sua samambaia dia sim, outro também, seja responsável direta por ter em seu vaso o criadouro de Aedes, aqueles mesmos vetores que transmitiram dengue para toda a vizinhança.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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