FEBRE DO “POKÉMON GO” PEGA EM TODA A REGIÃO DO GUAÇU

Adolescentes da região, incluindo Mogi Guaçu, não ficaram de fora de uma “febre digital” que invadiu o Brasil desde quarta-feira, dia 3 de agosto, com a chegada do “Pokémon go”, um jogo que utiliza uma tecnologia chamada “realidade aumentada” e que consiste em introduzir os famosos personagens Pokémon na vida real – os jogadores devem seguir a jornada de um treinador Pokémon e capturar os monstrinhos espalhados pelo mundo, aí no caso, ruas e logradouros das cidades onde os jogadores moram.

A realização da Olimpíada do Rio ajudou a fazer com que o jogo chegasse logo ao Brasil. Foi desenvolvido para sere usado com telefones celulares que usam o Android e para iPhone(iOS). Para jogar é necessário fazer o download a partir das lojas Google Play Store e App Store, ou seja, não é mais necessário baixar via apk.

Wellington Theodoro de Miranda percorria as ruas centrais da cidade na hora do almoço desta sexta-feira grudado no celular. Disse que já  estava esperando pela chegada do joguinho. Ele contou que estava aproveitando sua hora de almoço para jogar. “É diferente, prende a atenção da gente”. Contou que já havia visualizado diversos jogadores em vários locais da cidade. “Principalmente no Parque (Juca Mulato), Rodoviária e Praça Bernardino”.

A atendente da casa de Lanches Subway, Jessie Pâmela Fernandes, disse que é fissurada em jogos eletrônicos e que também aproveitava seu momento de folga para capturar uns bichinhos virtuais escondidos no Parque Juca Mulato.

“Alguns são raros, são estes que estou à procura”, entregou. Questionada se não teme ficar viciada no jogo, Jessie disse que não tem medo de “passar do limite” e que acredita que dentro de pouco tempo “a mania passa”. Na Praça Bernardino de Campos um grupo de amigas discutia o assunto. Tamires de Lima, do 1º colegial da escola Antonio Caio segurava seu celular observada pelas amigas Laura, Stephanie e Taiane.

Laura foi a única que admitiu que o jogo não tinha lhe inspirado. Stephanie lamentava o fato de seu celular não ter tecnologia para baixar o jogo. Tamires revelou que durante a jornada na escola o assunto tinha provocado até discussões entre alunos e professores. “Vi muito professor dando dura nos alunos por causa disso”, revelou.


Nem aí

 O pedreiro Carlos Henrique da Silva, 22, disse que já foi “muito ligado” em jogos eletrônicos e que perdeu o ímpeto. Afirmou que acha graça das pessoas agindo como “se estivessem contaminadas por um vírus desconhecido” à procura dos Pokémon. “Isso não vai me pegar. Acho uma perda de tempo descomunal”, censurou.

FERNANDO GASPARINI – texto e fotos
Gazeta Itapirense

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *