EX-PADRE DO GUAÇU SAI ESCOLTADO POR PM DE DENTRO DE IGREJA

Ex-padre da matriz de Nossa Senhora do Rosário, Capela, monsenhor Luiz Antonio Cipolini, hoje bispo da diocese de Marília, teve que sair escoltado pela PM de dentro da igreja de Santo Antonio de Pádua, em Adamantina, oeste de São Paulo.

O trem ferveu por lá porque um padre negro foi transferido da paróquia a mando de cipolini e a maior parte dos fiéis ficou revoltada.

Os fiéis acham que é corpo mole por parte do bispo de Marília em relação ao racismo contra o padre. A elite da cidade tem dito que o padre é urubu.

O bispo, claro, nega que isso seja a causa da transferência do padre negro.

Ele foi à cidade tentar pôr panos quentes na fervura.

Porém, teve que solicitar a PM para que não recebesse uns petelecos no solidéu.

Veja abaixo a matéria publicada neste domingo no jornal Agora sobre o babado eclesiástico.

 

DO AGORA

A pequena Adamantina (578 km de SP) entrou em pé de guerra depois do anúncio de que seu primeiro padre negro, Wilson Luís Ramos, 50 anos, seria afastado do posto, em uma trama que envolveu racismo e luta de classes na Paróquia de Santo Antônio de Pádua.

O ponto alto da polêmica se deu no domingo passado, quando o bispo dom Luiz Antonio Cipolini, da diocese de Marília (435 km de SP), teve que deixar a matriz de Adamantina escoltado pela PM.

Cipolini foi o responsável pela decisão de afastar o padre, que deixou o cargo na terça e deve assumir uma paróquia de Dracena (634 km de SP).

Atualmente, está na casa de um amigo no Paraná.

Resposta

O bispo dom Luiz Antonio Cipolini foi procurado pela reportagem do Agora, mas não se manifestou até a conclusão desta edição.

Em 29 de novembro, divulgou nota dizendo que a paróquia estava dividida, com “grave prejuízo ou perturbação à comunidade eclesial”.

“Diante desta realidade, orientei o padre Wilson para que entregasse a paróquia, no que ele, gozando de sua liberdade e consciência, a entregou (…). Não consigo enxergar, nesta situação, nem vencedores e nem vencidos, apenas pessoas que amam a Jesus Cristo e à sua Igreja e querem trabalhar pelo crescimento do Reino de Deus”, afirmou o bispo na nota.

“Confesso que tenho recebido e recebi várias mensagens e testemunhos pró e contra o trabalho do padre Wilson, o que vem confirmando a divisão interna da paróquia. Tenho rezado e pretendo continuar rezando para que, pela intercessão do glorioso santo Antônio, possamos caminhar juntos e evangelizar”, completou.

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