EVANGÉLICOS APARELHAM CONSELHO TUTELAR E ELEGEM MAIORIA DOS INTEGRANTES NO GUAÇU

mas, pastor denuncia voto de cabresto e falta de qualificação de muitos evangélicos eleitos no país

Representantes de igrejas neo-evangélicas conseguiram eleger a maioria dos conselheiros tutelares de Mogi Guaçu, em eleição realizada neste domingo, dia 06. Com isso, ideologizaram o pleito a partir de uma campanha conservadora que se aproximou da marginalização do Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA).

O feito pode ser considerado como um aparelhamento por parte de pessoas que, salvo raras exceções, desconhecem o ECA e as políticas que devem nortear as funções dos conselheiros.

Espera-se, agora, que o Ministério Público e o Juizado da Infância e da Adolescência OBRIGUEM os novos representantes a DEIXAREM DE LADO suas opiniões e sigam as atribuições que o ECA preconiza.

O aparelhamento dos Conselhos Tutelares deixou os defensores do Estado laico sem uma perspectiva para futuras gerações de crianças e adolescentes.

Em entrevista para o jornal O Globo, a coordenadora do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares, Graziela Cristina Luz Damacena Gabriel, ressaltou que, nas redes sociais, candidatos fizeram promessas que são incapazes de cumprir, porque vão além da função de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente.

“Vimos nas redes sociais campanhas bizarras que prometeram desde acabar com o tráfico de drogas, disciplinar adolescentes e até mesmo construir escolas. Também não cabe a eles decidir sobre políticas educacionais, orientações sexuais. Isto tudo foi mentira”, pontuou.

O conselheiro tutelar desde 2015 em Jardim Bonifácio, região de Itaquera, na zona leste de São Paulo, Daniel Moura, que também é pastor de igreja, alegou que os conselhos são como uma unidade: “Somos um”, disse.

E manifestou preocupação com a articulação de grupos religiosos unidos para espalhar candidatos. “Juntos, eles fazem um número maior de votos, mas nem sempre essa pessoa tem qualificação. É um trabalho em massa, um voto de cabresto, em que o líder fala algo e todo mundo vota sem saber direito quem é o candidato”, criticou.

No Guaçu, a eleição ficou assim definida:

Pastor Adilson 851 votos

Marcos Vinicius 790

PR Cláudio indalecio 679

Pra Marilsen 678

Cassia 575

Aliane 560

 

Com matéria do GGN: https://jornalggn.com.br/politica/conselhos-tutelares-viram-palco-de-disputa-ideologica-com-eleicao-neste-domingo-6/

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