ESCALADA DE PICHAÇÕES CONFIRMA OUSADIA DOS MALANDROS

Quem passa nas principais ruas e avenidas de Mogi Guaçu se depara com lojas comerciais, residências, estabelecimentos de autônomos e prédios públicos completamente pichados.

A ousadia dos malandros cresceu na medida do desafio: quanto maior, melhor. 

Esta parece ser a ótica de quem escala alturas cada vez maiores para imprimir frases desconexas que enfeiam o município e degradam o patrimônio alheio.

A delegada Judite de Oliveira, secretária de Municipal de Segurança Pública, confirma que a situação chegou num extremo. “Está um inferno”.

Mas as forças de segurança não estão de braços cruzados.

Em março, por exemplo, a Guarda Civil Municipal pegou no flagra três pichadores, sendo dois menores.

Em novembro do ano passado foi a vez da PM prender dois suspeitos e os mandar para a Delegacia, onde contudo, na maioria das vezes, acabam liberados para responder em liberdade por ato infracional, enquanto que os proprietários ficam com o prejuízo no bolso.

Policiais, guardas, investigadores e autoridades acreditam que o Guaçu esteja sendo alvo de um bando de pichadores, tamanho o total de pichações realizadas ultimamente. O número triplicou nos últimos meses e a escalada não deve parar tão cedo.

Para a Dra. Judite é fundamental que as vítimas, sejam comerciantes ou residentes de bairros, registrem boletim de ocorrência e mantenham sistemas de monitoramento quanto possível.

A delegada defende penas alternativas como forma de ressarcir o preju. Um exemplo seria os pais de quem picha arcarem com os estragos do patrimônio agredido. A limpeza seria efetuada pelos próprios vândalos.

A pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), que estipula pena de detenção de três meses a um ano, e multa, para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio conspurcar edificação ou monumento urbano.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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