EQUOTERAPIA FAZ A DIFERENÇA PARA 30 ASSISTIDOS DA APAE

O projeto de equoterapia da  Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Itapira já surte efeitos mais do que positivos a 30 assistidos da entidade.

Iniciado há dois meses, sendo financiado através da doação do imposto de renda das empresas e pessoas físicas ao fundo municipal do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), presidido pela valente terapeuta ocupacional Rose Martucci.

O projeto é uma das meninas dos olhos da instituição referência em seu setor de atendimento. As sessões diárias, a partir das 15h – com exceção dos finais de semana, acontecem em um espaço exclusivamente apropriado, cedido pelos amigos do Clube do Cavalo.

Uma equipe multiprofissional e interdisciplinar atende aos assistidos. São eles o psicólogo Marcelo Peres da Silva; as fisioterapeutas Renata Tofanelo de Almeida Jamarino e Luana Guerreiro Barison, além da equitadora Rosvita Sydow.

“Na verdade, trabalhamos em sintonia fina, isto é, conhecemos um pouco da área de atuação de cada um dos profissionais envolvidos”, explicou Luana. 

Os membros da equipe, escolhidos após processo de seleção, participaram de um curso de capacitação intensivo, ministrado pelos instrutores da Associação Nacional de Equoterapira (Ande), com duração de uma semana em Brasília.

“Aprendemos o método terapêutico por meio da utilização  do cavalo dentro desta abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação”, comentou o psicólogo Marcelo, secundado em sua afirmação pelas  colegas Renata e Rosvita.

Tendo o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico, a equipe coleciona conquistas que traçam novos nortes para as vidas de cada um deles próprios.

“Não há dúvidas de que nos tornamos pessoas melhores, mais pacientes e focadas no bem estar de quem depende de tratamento único”, confirma Rosvita. “Eu também trabalho com idosos e aqui, na equoterapia, a maioria é formada por crianças; então consigo perceber os dois extremos da vida e como podemos aprimorar para melhorar estes estágios distintos”, declarou Renata.

Os astros da equoterapia, sem dúvida alguma, são os cavalos. No projeto da Apae as estrelas são a égua Chalana, o alazão Orvalho e o puro sangue lusitano Napoleão.

A equitadora Rosvita explica que os animais foram escolhidos pelo seu temperamento dócil e mais maduro, dado ao intercâmbio de afeto com as crianças. “Posso dizer que são cavalos diferenciados, com cada um possuindo suas características, porém muito amados por quem faz o tratamento e por nós da equipe”, diz a profissional que entende do riscado.

A técnica de enfermagem Sônia Aparecida Verginio é mãe de Bruna Cristina de Castro, de 24 anos, que participa de sessões ao menos uma vez por semana. Bruna tem hidrocefalia e m-paralisia esquerda.

“Os avanços saltam aos olhos”, diz a mãe, orgulhosa da sua pequena. “A postura corporal, a socialização e a melhora nas relações cognitivas são notadas a cada semana”, confirma Sônia, que só tem elogios a ao projeto. “Quem estiver inserido neste tratamento deve fazer de tudo para trazer seus filhos até ele. É um projeto especial”, comentou.

Faz sentido todo este orgulho. A equoterapia, da Apae, é destinada a pacientes com síndrome de Down, autistas, paralisia cerebral, síndromes de West e de Cohen, dentre outros.

Para estas pessoas, a presença do cavalo, além do porte majestoso e monumental, beneficia em virtude das passadas tridimensionais (de cima para baixo, de baixo para cima e para os lados) semelhantes ao caminhar do ser humano. Isto sem falar da possibilidade que as crianças têm de ver o mundo por cima, no resgate da auto-estima.

“Está sendo uma grande conquista para a Apae este projeto que terá inauguração oficial, mas adiantamos que colecionamos vitórias que nos enchem de ânimo e satisfação”, observou Rose Martucci, profissional da entidade e a principal incentivadora para que o projeto de equoterapia saísse do papel e beneficiasse dezenas de pessoas.

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