EDITORIAL: O POUPATEMPO AINDA É POUCO

Apesar de considerada uma grande conquista, a impressão que ficou é que o Poupatempo ainda é muito pouco diante das demandas que a cidade de Mogi Guaçu precisar atender.

Pais da unidade surgiram aqui e acolá e todos, de certa razão, colaboraram para que o órgão ligado à Gestão Pública do Governo de SP viesse a ser instalado no município.

Mas ainda é pouco.

Pouco para um governo que voltou a comandar os destinos do Executivo pela quarta, com certeza, é. A impressão é de um déficit, de algo que fica devendo, ainda mais diante de um passivo destes, a penitenciária feminina que pode se transformar em um complexo ainda maior de apenados.

Os passivos sociais que o presídio trará são inegáveis, contudo, o governo municipal parece não querer falar grosso com um governo do Estado que tratou o Guaçu até bem pouco tempo como um seu quintalzinho.

Assim, fica realmente difícil a base aliada fazer alguma coisa.

Resta apenas a coonestação de outros da antiga oposição para fazer impedir que se faça alguma coisa contra. Mas ainda sim é pouco.

Além do Poupatempo, o atual governo municipal precisa ir além, fazer acontecer, sair da caretice e mostrar a que veio. Irromper a antiga gestão de Paulinho já o fez e agora mostrar que Marcão pode ser um engodo, fruto das entranhas da administração passada. É uma saída, quem sabe.

A leniência com o vagaroso processo da Campininha, que áulicos de menor jaez da comunicação institucionalizada no segundo andar do Paço, que andaram a dizer que já estava no papo, demonstra um fervor no devir, mas sabemos que se trata de um passo de tartaruga em relação à vontade de impor uma agenda desenvolvimentista.

Convenhamos. Se um vereador fraco como é o senhor Tailândia, com suas denúncias de holofotes para imprensa vender jornal,  ainda dão certo frisson, é porque o governo não mexe com as forças intestinas da cidade. Ou se mexe é porque se trata de uma válvula de escape. Para bom entender um pingo é letra.

É preciso bem mais. Desta forma, o Poupatempo é bem símbolo de um vai e não vai, marcação de passo, que, apesar de ser algo grandioso, valioso, imponente, o fato é que não repercutiu como deveria. Parece que nada demais aconteceu.

Onde está a comunicação?

No governo passado, apesar das dificuldades, havia uma política bem mais atraente do que esta remessa digital enfadonha de releases quase a parecer personalistas, embora, convenhamos; ‘bem melhores’ escritos do que no tempo dos assessores que adoravam uma festinha no Tia Nena.
 
O Poupatempo não deveria servir para dar um empreguinho para a noiva do vereador; famosa pelos supostas 10 anos de janela no serviço público, mas que nunca efetivou a chamada competência para obter o cargo de forma real, o concurso público.

Assim sendo, a atual administração pode e deveria mostrar muito mais. Tem condições para isso. Falta sacolejar alguma coisa aí!

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