EDITORIAL: MOGI GUAÇU PRECISA SER PARA TODOS

Uma cidade não se faz apenas de obras, asfalto e pão.

Uma cidade é feita de gente. Desta forma, é fundamental que o espaço urbano seja igualmente bom para todos.

Responsabilidade fiscal é sim importantíssima. Cuidar das finanças e priorizar o orçamento para aquilo que fará a diferença na vida de muitos é a grande sacada para que adentremos na modernidade cosmopolita.

No entanto, o financismo (se é que podemos falar assim), não pode ser maior do que as alternativas e práticas de políticas públicas que fundamentem o social; permitindo dar voz para a participação política por meio de conselhos, comitês, vida partidária e do meio online para a transparência em todos os níveis.

A palavra exata para esta prática chama-se EMPODERAMENTO. Sim, é essencial que todos possam ‘empoderar o poder’ e fazer a grande transformação de que necessitamos.

Mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais, heteros, trabalhadores de todos níveis econômicos, sociais e ideológicos podem e devem participar da vida comandante da cidade.

Quem escolhe seus governantes e representantes também têm o direito de governar e decidir nos planos diretores, na Câmara, no código de postura, nas tarifas de ônibus, no destino dos recursos, nas empresas que terceirizam serviços, na limpeza, no esgotamento sanitário, na saúde, educação, segurança…enfim, na política como um todo.

Mas ainda estamos longe de tudo isso, ainda mais nesta atual quadra de golpismo e perseguições do nosso país.

Contudo, necessário se faz ressaltar que políticas públicas deste calibre não tem nada a ver com o comunismo.

Este é um conceito histriônico implantado na mente débil de uma parcela considerável de cidadãos que foram às ruas com a camiseta da seleção brasileira combater a corrupção, mas que, no fundo no fundo, ajudaram a alçar ao governo autoridades ilegítimas ainda mais enlameadas que as anteriores, com a nobre diferença de que as atuais atacam direitos e conquistas de todos.

Portanto, é preciso alertar que estes idiotas ajudaram a construir o país do apartheid atual. E devemos combater o apartheid de todas as formas.

É como o assassino de direita radical que matou a ex-esposa, o filho e mais 10 pessoas em Campinas.

Utilizou qualquer pretexto para sair da janela do apartamento com a sua panelinha fascista e usou uma arma de fogo para matar.

São estes que devemos combater porque a vida é de todos…e sendo de todos, portanto, a cidade também nos pertence.

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