EDITORIAL: A CIDADE SOMOS NÓS. ENTÃO, MÃOS À OBRA!

O grupo Sentinelas do Rio Mogi Guaçu, que andava um tanto jogado ao escanteio em meio ao denuncismo barato e conveniente (aliás, muito conveniente) de outros grupelhos sensacionalistas, voltou a nos dar um excelente exemplo de participação cidadã, de voluntariado e educação.

No caso em tela, educação ambiental que possibilita uma ação política – no sentido maiúsculo – em favor da vida, do meio ambiente, do ecossistema e do bioma que compreende o Rio Guaçu; no qual reside todos nós e a população dos municípios da ampla bacia hidrográfica que compõe o ‘nosso rio’, essa riqueza incalculável que teimamos em dilapidar.

Os Sentinelas, mais uma vez anualmente, promoveram passeios gratuitos pelo rio no Dia Mundial da Água, que contou com o apoio do Samae e levou para as margens plácidas do Mogi Guaçu autoridades, o prefeito Walter à frente, e uma grande presença de público. O grupo e voluntários ainda retiraram lixo da margem do rio e promoveram a soltura de alevinos.

Para aqueles que incrustaram em suas mentes a sarça da crítica pela crítica, os passeios promovidos pelos Sentinelas deram e continuam a dar passos gigantescos para redescobrirmos o rio que nos passa despercebido sob nossos pés. Por incrível que pareça, para muita gente o rio simplesmente passa ao lado, tão invisível.

É de fundamental importância e merecedora de aplausos a ação dos Sentinelas, pois que possibilita nos inserir na ampla biodiversidade do Mogi Guaçu como mais uma dentre as espécies que gravitam em torno do seu leito.

Compreender que fazemos parte deste ecossistema é ir além de entender e defender o ‘preservacionismo’.

É ser partícipe da vida que também necessita do rio para desenvolver-se e vicejar com força, e não apenas enxergar as aguas como mostro de alagamentos ou simples marionete de balde de plástico quando abaixam, a implorar por uma ação divina, demonstrando uma brutal alienação ou burrice ante o sentido da vida.

Não ter a percepção de que estamos inseridos no ciclo hidrológico do Mogi Guaçu, a depender intimamente das suas correntezas, é nos tornarmos ignorantes do presente e do futuro, e escarrar o passado daquelas gerações que mal ou bem preservaram o rio para que a nossa indiferença nos colocasse em um pedestal de barro.

Desta forma, os Sentinelas do Rio Mogi Guaçu, que conta com poucos apoios, malemá um agradecimento tímido do poder público, que escasseia em recursos ao movimento, demonstra que é possível fazer do limão uma limonada e prospectar em si uma cidade justa, fraterna, igualitária e honesta para todos. Indistintamente.

Não é possível construir uma sociedade dividida em espectros políticos de ‘p’ minúsculo. Ou somente estimular e bater palmas dos parvos a quem só tem o dedo em riste para atacar, como semi-deus da ética e da moral.

Pessoas assim estão doentes e precisam de tratamento sério, tanto psiquiátrico como psicológico, além de leis que impeçam ações mais tresloucadas.

O que Os Sentinelas promoveram foram uma atitude Política de primeira grandeza e não um simples passeio, que contou até mesmo com a presença de secretários e vereadores, alguns deles sequer pensando nas responsabilidades que lhes competem diante das demandas que o Mogi Guaçu.   

Assim sendo, é preciso estimular e incentivar de todos os jeitos ações como a do passeio pelo rio, dentre outras como as do Cantinho das Crianças, na Zona Norte, Kapa, Anjos de Focinho, voluntários dos direitos dos animais e da flora; além de projetos das escolas municipais, estaduais e particulares que ficam escondidos sem divulgação por uma imprensa viciada em mortes, acidentes e alaridos comezinhos da politicagem; assim como de muitos outros movimentos que vicejam em locais como o AME, o atendimento oncológico do HMTR, a Apae (a despeito do corporativismo nada inclusivo), das associações de deficientes de variados matizes, etc… 

São pessoas, grupos e associações sem voz e vez, mas que trabalham duro em favor de quem precisa e para que nós, os ignorantes de tudo, possamos ter um mínimo de conforto para que possamos, como pachá da maldade crítica, assistir à nossa TV digital de uma última geração

Não é possível que uma cidade tão bela quanto Mogi Guaçu – embora com ruas, lotes e esquinas cada vez mais sujos – não tenha em seus recônditos ações legais que comovam nossos corações e que sejam propositivas no sentido de nos alertar para o bem a fazer, envolvendo a política com ‘p’ maiúsculo, seus agentes e toda a sociedade.

Os Sentinelas nos deram uma alerta e um exemplo comovedor de que é possível. Vamos segui-los e apoiá-los.

 

foto: rede social internet

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