CONFIRMADO: SEM BARRAGEM ENCHENTES SERIAM MAIORES, DIZ AES TIETÊ

Em coletiva na manhã desta terça-feira, o prefeito Walter Caveanha e os técnicos da AES Tietê, empresa que opera a PCH (Pequena Central Hidrelétrica), evidenciaram que as enchentes que atingiram bairros e o centro de Mogi Guaçu, no final de semana, seriam ainda maiores, e com consequências mais danosas quanto o custo financeiro e humano, se não fosse a barragem.

Participaram da coletiva, além de Caveanha, o diretor de Operações da AES Tietê, Antonio Carlos Garcia, e o coordenador de Operação em Tempo Real da empresa, Valdeci Goulart.

Integrantes da força tarefa que atenderam as vítimas das inundações estiveram  presentes, como os secretários Salvador Francelli (SOV) e Mariana Martini (Social), além do superintendente do Samae, Elias Fernandes de Carvalho, e o coordenador da Defesa Civil, Renato Costa.

Foi informado que a diminuição das chuvas na região da cabeceira do Rio Mogi Guaçu, no Estado de Minas Gerais, permitiu à AES Tietê reduzir a vazão da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) da Cachoeira de Cima a 250 metros cúbicos por segundo nesta terça-feira, dia 19, permitindo o recuo das águas e impedindo a formação de novas cheias.

Os técnicos ainda informaram que os protocolos para todo o procedimento foram atendidos de forma exemplar, sem que houvesse maiores danos para a população.

Garcia explicou que vazão atingiu o pico de 537 metros cúbicos por segundo às 17h de sábado, quando as comportas da PCH foram totalmente abertas por questão de segurança, uma vez que a represa estava recebendo 629 metros cúbicos por segundo. A operação “amorteceu” e impediu que escoasse em direção à cidade uma carga de quase 100 metros cúbicos.

Não fosse essa manobra, prevista nos protocolos de segurança da AES Tietê, a situação teria sido pior porque a liberação total de 629 metros cúbicos por segundo ampliaria a dimensão da enchente.

Segundo Garcia, os parâmetros de controle têm por base a capacidade máxima da represa, que é de 600 metros acima do nível do mar. Até 599,40 ou 599,50, os operadores da PCH ainda têm margem para manobras de segurança.

Por precaução, a AES Tietê opera a usina com espaço de “espera” de 1,10 metro abaixo do limite do reservatório e foi essa margem que permitiu a abertura gradual das comportas para minimizar o impacto das cheias para a população ribeirinha.

Por norma, a empresa comunica a Prefeitura, a Defesa Civil e demais órgãos públicos quando a vazão atinge 300 metros cúbicos por segundo, como de fato ocorreu durante a semana. O alerta à população é dado quando o volume alcança 428 metros cúbicos, o que foi feito através de informes da Prefeitura e comunicados da AES Tietê.

Antonio Carlos Garcia foram enfáticos ao afirmar que a PCH foi fundamental para o controle da vazão, evitando que se repetissem as enchentes ocorridas antes da construção da barragem.

O prefeito lembrou que a usina foi conquistada em sua segunda gestão (1989-1992) com apoio do então presidente da CESP (hoje Elektro), Murilo Macedo, que acolheu a proposta de implantar um complexo que não só gerasse energia, mas servisse também para o controle de cheias.

PREVISÃO

Walter Caveanha solicitou que a AES Tietê instale em Mogi Guaçu uma Estação Telemétrica similar a outras três que a empresa mantém em localidades estratégicas para previsão de chuvas.

Antonio Carlos Garcia informou que a estação será instalada dentro de dois meses, em local a ser definido pela Prefeitura. Caveanha antecipou que a localização deve ser na região central junto ao Rio Mogi Guaçu. O prefeito solicitou a instalação da estação no Município como um instrumento a mais para prevenção de ocorrências causadas por chuvas intensas, como as registradas na noite de sexta-feira.

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