COMISSÃO PODE CASSAR MANDATO DE VEREADOR DE ITAPIRA

Uma Comissão Processante (CP) foi instalada pela Câmara Municipal de Itapira para investigar denúncia de improbidade político-administrativa contra o vereador Marcos Paulo da Silva, o Marquinhos (PRB). Com isto, o vereador, que é da bancada de oposição, pode ter o mandato cassado ao término das apurações.

O vereador está sendo acusado com base em depoimento do cidadão Claudenilson Rodrigues, desempregado e pivô de denúncia contra o médico Rafael Lopes (PROS), também vereador, que teria cobrado R$ 15 mil de Rodrigues durante consulta realizada no Hospital Municipal de Itapira.

O montante seria para realizar uma cirurgia de prótese ortopédica em consultório particular, o que seria irregular já que a consulta ocorreu pelo SUS. Lopes, que é servidor público municipal, rechaça a denúncia – e obteve, via Tribunal de Justiça, a suspensão de sindicâncias contra si no âmbito da administração pública local.

Marquinhos Silva foi arrolado por causa de supostas pressões contra a vítima, que prestou depoimento inclusive na Delegacia Seccional de Mogi Guaçu, juntamente com sua esposa e filha. Esta última teria feito gravações de suposta ameaças do parlamentar contra Rodrigues.

Marquinhos ainda teria oferecido vantagens financeiras, dentre elas uma casa, para que Rodrigues mudasse seu teor nos depoimentos ao delegado seccional quanto ao Promotor Público, que acompanha o caso de perto.

As vantagens foram oferecidas em um ferro velho ermo de Itapira, para onde Rodrigues teria sido levado pelo próprio Marquinhos. O encontro contou com a presença Rafael Lopes, conforme relatou Claudenilson Rodrigues. Uma testemunha teria confirmado a presença dos vereadores no local

O escopo da denúncia contra Marquinhos foi lido na sessão da Câmara desta terça-feira, 01, assinada pelo suplente Luiz Roberto Machado,com base em leis específicas que embasam casos de corrupção, decoro parlamentar e ausência de ética na vida pública.

Marquinhos Silva usou a tribuna para declarar que está sendo alvo de perseguição política, e que as denúncias não são verdadeiras. Confirma que ligou várias vezes para Claudenilson, mas que não teve intenção de pressioná-lo. Rechaçou quaisquer benefícios para que Rodrigues mudasse o teor do seu depoimento.

A Comissão Processante foi constituída, por meio de sorteio, pelos vereadores Maurício Lima e Carlos Sartori, ambos do PSDB e de situação, além do petista César da Farmácia, do PT.

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